Aos 55 anos, a ex-senadora Marina Silva pode fazer a diferença nas eleições presidenciais de 2014. Ao anunciar no último sábado (5) a sua filiação ao PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, Marina passa a integrar uma chapa com dois nomes de peso e que pode fazer frente à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Conheça mais sobre Marina Silva e sua trajetória cercada de tragédias, lutas e muito idealismo, nas imagens a seguir
- Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima nasceu em 8 de fevereiro de 1958, em Breu Velho, no Acre. Ela era uma dos 11 filhos de um casal de nordestinos que migrou para buscar uma vida melhor na pequena comunidade acreana. A vida no seringal era difícil, o que piorou com a morte da mãe, quando Marina tinha 15 anos. A menina que queria ser freira aprendeu a ler na adolescência, quando a avó a avisou que a vida religiosa não aceitaria aqueles que não sabiam ler.
As muitas doenças que teve por viver na mata com a família a fizeram ter de buscar tratamento na capital Rio Branco, onde, entre a dedicação à religião e ao trabalho como empregada doméstica, ela procurava estudar. Depois deaprender a ler e escrever, obteria formações na área de História e uma pós-graduação em Psicopedagogia
Em um curso de liderança rural, Marina Silva conheceu o ativista, sindicalista e líder seringueiro Chico Mendes, figura notória pela luta pelos trabalhadores que da Floresta Amazônica viviam. Foi nessa época que ela descobriu a sua vocação social, tendo participado das Comunidades Eclesiais de Base. Ao lado de Mendes, fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre, em 1984, com o seringueiro como coordenador e Marina como vice da entidade
Em um curso de liderança rural, Marina Silva conheceu o ativista, sindicalista e líder seringueiro Chico Mendes, figura notória pela luta pelos trabalhadores que da Floresta Amazônica viviam. Foi nessa época que ela descobriu a sua vocação social, tendo participado das Comunidades Eclesiais de Base. Ao lado de Mendes, fundou a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre, em 1984, com o seringueiro como coordenador e Marina como vice da entidade
Com a eleição do então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República, em 2002, Marina Silva foi convidada a assumir o Ministério do Meio Ambiente. Na pasta, ela trabalhou em políticas que seguiam quatro diretrizes básicas: maior participação e controle social; fortalecimento do sistema nacional de meio ambiente; transversalidade nas ações de governo; e promoção do desenvolvimento sustentável.
Buscou tornar a questão ambiental uma prioridade na era Lula, luta na qual obteve algumas vitórias, como a exigência de licença ambiental prévia para empreendimentos da iniciativa privada, enquanto o Ibama ganhou voz na época de discussão da licitação dos blocos de petróleo do litoral brasileiro
Marina Silva deixaria o governo em 13 de maio de 2008. Na carta enviada ao presidente Lula, dizia que enfrentava dificuldades dentro do próprio governo, alegando não conseguir "dar prosseguimento à agenda ambiental federal". As questões envolvendo a liberação de licenças ambientais para obras tidas como prioritárias para o governo Lula, como as obras no rio Madeira, em Rondônia, resultaram em divergências de Marina com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já em 2007.
O quadro se agravou no ano seguinte, assim como o ausência de apoio à causa ambiental, o que levou Marina a entregar a sua carta de demissão, quando já não contava com nenhuma sustentação política. Ela retomaria o seu mandato no Senado
Marina Silva deixou o PT em agosto de 2008. Ela passou a ser cogitada como potencial candidata à Presidência um ano depois. Acabou se filiando ao PV (Partido Verde) pouco depois e foi anunciada como pré-candidata a presidente pelo partido em 16 de maio de 2010, ao lado do empresário Guilherme Leal.
Com um plano de governo que preconizava um novo “acordo social”, o qual integraria avanços dos governos anteriores e apontaria para uma economia de baixo carbono, Marina alcançou 19,33% dos votos válidos naquela eleição, ficando em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Ela não foi ao segundo turno, mas superou as previsões dos principais institutos de pesquisa do País, que apontavam uma votação na faixa dos 17%
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