sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O QUASE SUICÍDIO DE ARTHUR GUERRA

Ele havia decidido morrer há algum tempo. O peso dos anos ainda não havia se instalado, mas seu espírito estava cansado. Não casou nem teve filhos, não possuía verdadeiros amigos e o mundo atual o deprimia. Arthur Guerra então optou por abreviar a própria existência.

Durante algum tempo não conseguiu escolher qual seria a forma mais adequada de partir. O veneno talvez o colocasse na mesmo lugar em que Sócrates vagava na eternidade, um tiro no coração o levaria a ser companheiro de Getúlio, o enforcamento foi desprezado logo de início. Tiradentes foi enforcado pelos vassalos de Portugal, mas foi Judas que enforcou a si mesmo.

Pular do topo do prédio onde morava também passou por sua cabeça, mas não sobraria muito dele para ser enterrado. Arthur Guerra queria uma morte memorável, algo que estampasse os jornais, fosse compartilhado nas redes sociais e quem sabe chegasse a ser chamada do Jornal Nacional. William Bonner poderia usar de um tom mais grave para anunciar sua morte, tudo dependia da forma como ele deixasse o mundo.

Arthur então escolheu uma morte heroica. Iria sacrificar-se para salvar alguém. No bolso uma carta-testamento autorizando a doação de seus órgãos. Que exemplo!

Então passou a observar melhor as pessoas a sua volta. Se alguém tinha fome, Arthur alimentava. Se tinha frio, lhe dava o que vestir. Velhos não atravessavam mais a rua sozinhos quando ele estava presente, gestantes não ficavam em pé nos ônibus ou no metrô. Perceber que podia ajudar a aliviar o sofrimento dos outros o fez sentir-se melhor, mas dia após dia o seu plano era adiado. Nunca conseguiu encontrar alguém que seria vítima de um assalto, por exemplo, para tomar um tiro em seu lugar.

No bairro onde morava todos passaram a conhecer o senhor Arthur. Até a molecada o saudava quando o via. Era um "tiozinho bacana".

Naquela quarta-feira Arthur viu que aquela mulher não percebeu que o sinal abrira quando ela saiu da calçada para atravessar a rua. O caminhão ia pegá-la de cheio e Arthur a puxou de volta com força. Ela caiu por cima dele. Seria tão heroico se ele estivesse do lado oposto, se jogasse para empurrá-la para longe do veículo e fosse atingido fatalmente por ele.

Arthur foi frustrado mais uma vez. No lugar da bela morte havia uma bela morena em seus braços. Uns dez anos mais nova, cabelos cacheados, perfume agradável, sotaque cantado, filha de Ilhéus.

Foi quando ela conseguiu dominar o nervosismo e fitou seu salvador dando-lhe um de seus mais belos sorrisos que Arthur finalmente desistiu de cometer suicídio. Foi o melhor quase de sua vida.
EMERSON LUIZ

ROMBOS ESTADUAIS SÃO BILIONÁRIOS. PAULO CÂMARA ASSUMIRÁ DÍVIDA DE 8 BILHÕES EM PERNAMBUCO E NÃO PODERÁ RECLAMAR POIS ERA ELE QUEM "RESOLVIA AS BRONCAS PESADAS" DE EDUARDO CAMPOS

Rombos estaduais chegam a R$ 8 bi e falta dinheiro até para gasolina. 




A INFORMAÇÃO É DO BOM DIA BRASIL - Comento abaixo

Vários governadores que vão assumir no ano que vem vão encontrar dívidas enormes da gestão anterior. Em alguns lugares, falta dinheiro até para comprar gasolina. Tem rombo que chega a R$ 8 bilhões, como em Pernambuco.
Quem sai do governo já está fechando as gavetas e quem vai entrar está descobrindo que elas já estão vazias. No Distrito Federal, a equipe de transição que se prepara para assumir no ano que vem diz que a dívida é de R$ 2 bilhões. O governo atual nega esse número.
O fato é, em muitos estados já falta dinheiro até para pagar funcionários públicos e fornecedores. Isso sem contar com dívidas milionárias, a longo prazo, com o Tesouro Nacional e com bancos.
Aconteceu em Aracaju, Sergipe: o carro que transporta presos parou. Faltou gasolina. O estado não tem dinheiro para o abastecimento. Para o carro andar, servidores pagaram do próprio bolso.
No Distrito Federal, centro de Brasília. Professores aposentados esperando pagamento. Produtores culturais contratados pelo governo para fazer shows também reclamam do calote. Nos hospitais, o fornecimento de comida foi prejudicado. Há ainda dívidas com empresas de limpeza, segurança. Herança que outros governadores estão deixando pelo país.
No Piauí, empresários que prestam serviço para o estado foram pessoalmente pedir o acerto de contas.
É isso que acontece com quem gasta mais do que podia. O que é comum principalmente em fim de governo, segundo economistas. E a situação é pior, porque os estados ainda têm outras dívidas, milionárias, de longo prazo, como as feitas com bancos e com o Governo Federal.
Dos 18 estados que já apresentaram os dados ao Tesouro Nacional até agosto. Seis estão, no momento, com uma dívida com o Governo Federal maior do que quando os governadores assumiram, segundo estudo do economista do IPEA, Alexandre Manoel. São eles: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí e Tocantins.
Cuidar dos gastos é uma obrigação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi criada para impedir que governantes façam dívidas sem ter como pagar. O problema, segundo José Carneiro, professor de economia da UNB, é que é muito difícil um Tribunal de Contas rejeitar as contas dos estados.
“Se houver alguma condenação na corte de contas e as consequências dessa condenação forem efetivamente sentidas pelo gestor, talvez haja uma mudança de comportamento. Por enquanto, cabe a quem assumir correr atrás do prejuízo e tentar cumprir as promessas de campanha, apesar da má situação fiscal herdada”, afirma.
O governo de Pernambuco diz que a dívida foi provocada por maiores investimentos em saúde e segurança.
O governo do Piauí diz que grande parte de sua dívida foi provocada pela queda no fundo de participação do estado e reconheceu que alguns débitos vão ficar para a próxima gestão.

NOTAS DO BLOG. O rombo bilionário em Pernambuco não pode ser chamado de herança maldita porque o atual governador estava ciente da situação. Paulo Câmara foi secretário de Eduardo Campos e estava a par das finanças do estado. Elegeu-se dizendo que sabia governar e que tinha ajudado o padrinho político a governar o estado de Pernambuco. O resultado da ajuda aparece agora: Oito bilhões de reais! A justificativa do governo é que gastou mais em saúde e segurança, mas isso contrasta com a situação de alguns hospitais regionais, como o de Arcoverde, alvo de várias denúncias pela seu estado de abandono. 
Talvez seja por conta dessa dívida bilionária que Paulo mudou tão rápido o tom do seu discurso em relação a Dilma quando ela foi reeleita. Ele estava em Minas, esperando a vitória festejada antes da hora de Aécio, lutou para elegê-lo como mostram os cavaletes que infestaram o interior e se arvorou como novo líder político de Pernambuco. O homem que "resolvia as broncas pesadas", como disse João Campos ao pedir votos para Paulo, agora pede para que Dilma desarme os palanques. Ele sabe o tamanho do rombo em que se encontra Pernambuco porque estava lá quando o cavaram. Sabe que não terá como fazer um bom governo sem o apoio de Dilma ou o suporte federal. Paulo não pode se colocar no lugar de vítima nem terá a coragem de assumir o de cúmplice.

Jovens que amarraram infrator em poste são detidos por tráfico. Quem lembra de Rachel Sheherazade legitimando o ato deles na época em que torturaram o jovem?

Rapazes de classe média são suspeitos de vender drogas na Zona Sul. Na casa de um deles, a polícia apreendeu drogas, armas e dinheiro.


Dez pessoas foram detidas na manhã desta quinta-feira (30) durante ação da polícia para combater o tráfico de drogas na Zona Sul do Rio. Segundo a polícia, entre os detidos e 44 investigados por relação com a quadrilha estão jovens que participaram do episódio em que um jovem foi amarrado a um poste no Aterro do Flamengo, além de membros da tática black bloc.
Agentes de diferentes delegacias deixaram a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, às 6h da manhã, para cumprir mandados de busca e apreensão em apartamentos de jovens de classe média, em dois bairros da Zona Sul do Rio. Segundo as investigações, eles são suspeitos de vender drogas na área da praça São Salvador, em Laranjeiras, que fica a poucos metros de um quartel do Corpo de Bombeiros.
Na operação de busca e apreensão, foi apreendida farta quantidade de maconha, haxixe, LSD, skunk e outras drogas. Na casa de um dos presos foi apreendida, inclusive, uma balança de precisão. 

Vale lembrar que quando amarraram e torturaram um jovem negro no poste do Aterro do Flamengo esses jovens foram defendidos por Rachel Sheherazade. A apresentadora chegou a dizer que quem sentisse pena adotasse um bandido. Será que Rachel vai adotar esses pobres meninos de classe média, 'justiceiros' e discípulos de seus ensinamentos? Espero o pronunciamento dela no SBT sobre esse caso. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Funcionários da prefeitura de Garanhuns estão envolvidos em esquema de fraude ao INSS

(Foto: Divulgação)

A Polícia Federal deflagra, na manhã de hoje (30), a Operação OMNI para cumprir 51 mandados, sendo seis de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 38 de busca e apreensão nos municípios pernambucanos de Garanhuns, Canhotinho, Recife, Tamandaré, Caruaru, Bezerros, São Caetano, além de Maceió, em Alagoas e na Praia do Pipa, em Tibau do Sul / RN.


A operação tem como objetivo desbaratar quadrilha que fraudava a Previdência Social, através de falsificação documentos, e recuperar ativos tais como, veículos, bens imóveis, valores e Jet skis.

A quadrilha era comandada por um empresário de Caruaru / PE e gerava um prejuízo mensal à Previdência em torno de R$ 200 mil. Até o momento, os valores já ultrapassam os R$ 12 milhões.

Também são alvos da operação duas contadoras, um advogado, três servidores do INSS e dois funcionários da prefeitura de Garanhuns / PE cedidos para a agencia do INSS de Canhotinho, além de laranjas usados pelo chefe da quadrilha para fraudar benefícios previdenciários.

Durante as investigações, a Polícia Federal conseguiu evitar o pagamento de mais de R$ 300 mil. Também foi identificado um esquema de lavagem de dinheiro através de uma rede de postos de combustíveis que ficarão sob a intervenção da justiça até a integral reparação aos cofres públicos.

A Operação OMNI é uma força tarefa da Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal. O termo OMNI vem do latim e significa onipresente, em referência aos beneficiários que estariam vivos e mortos ao mesmo tempo. (Informações do blog VC&Garanhuns)

ADVOGADO DE YOUSSEF CONFIRMA ARMAÇÃO DA REVISTA VEJA PARA MUDAR OS RUMOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

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O crime eleitoral cometido pela revista Veja, que pertence a Giancarlo Civita e é comandada pelo executivo Fábio Barbosa e pelo jornalista Eurípedes Alcântara (à dir.), foi confirmado, nesta quinta-feira, por reportagem do jornal Valor Econômico, pelo próprio advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef; reportagem da semana passada diz que Youssef afirmou que "Lula e Dilma sabiam de tudo"; eis, no entanto, o que aponta Figueiredo Basto: "Não houve depoimento no âmbito da delação premiada. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada"; caso está nas mãos de Teori Zavascki, ministro do STF, que pode obrigar Veja desta semana a circular com direito de resposta; atentado à democracia envergonha o jornalismo

A situação da revista Veja e da Editora Abril, que atingiu o fundo do poço da credibilidade no último fim de semana, com a capa criminosa contra a presidente Dilma Rousseff, acusada sem provas pela publicação, pode se tornar ainda mais grave.
Reportagem do jornal Valor Econômico, publicada nesta quinta-feira, revela algo escandaloso: o "depoimento" do doleiro Alberto Youssef que ancora a chamada "Eles sabiam de tudo", sobre Lula e Dilma, simplesmente não existiu.
Foi uma invenção de Veja, que atentou contra a democracia, tirou cerca de 3 milhões de votos da presidente Dilma Rousseff e, por pouco, não mudou o resultado da disputa presidencial, ferindo a soberania popular do eleitor brasileiro.
Quem afirma que o depoimento não existiu é ninguém menos que o advogado Antônio Figureido Basto, que representa o doleiro. "Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira", disse ele.
Basto também nega uma versão pró-Veja que começou a circular após as eleições – a de que Youssef teria feito um depoimento e depois retificado. "Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo", acusa o defensor de Youssef.
Com isso, a situação de Veja torna-se delicadíssima. No fim de semana, a publicação passou por uma das maiores humilhações de sua história, ao ser obrigada a publicar um direito de resposta contra um candidato – no caso, a presidente Dilma Rousseff – em pleno dia de votação.
Agora, a revista pode ser condenada a circular neste próximo fim de semana com uma capa e páginas internas, também com direito de resposta. A decisão está nas mãos do ministro Teori Zavascki, que pode decidir monocraticamente – ou levar a questão ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Mas mesmo no plenário Veja tende a perder. Afinal, como os ministros justificariam o direito de informar uma mentira, com claras finalidades eleitorais e antidemocráticas?
Veja cometeu um atentado contra a democracia brasileira, que envergonha o jornalismo, e este crime é apontado pelo próprio advogado do doleiro Youssef. Os responsáveis diretos são: Giancarlo Civita, controlador da Abril, Fábio Barbosa, presidente da empresa, e Eurípedes Alcântara, diretor de Redação de Veja.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ARTIGO DE OPINIÃO: A Beleza da Democracia - Fabrício Paes

A pedido do blog, o advogado Fabrício Paes nos escreve sobre a beleza da democracia. O texto vem em momento oportuno, onde muitos questionam a validade do processo democrático e, numa completa rejeição da opinião contrária, tecem comentários agressivos, preconceituosos e xenófobos contra seus semelhantes. No artigo a seguir somos convidados a pensar na história desse país, nas lutas travadas pelos direitos e na valorização destes. Desejo a todos uma ótima leitura.

A BELEZA DA DEMOCRACIA

           
Uma das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e as oportunidades de participação na vida política, econômica, e cultural da sociedade. Os cidadãos têm o direito inviolável de escolher os seus representantes, e o dever de participar no sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.

     Este direito, em nosso país, foi reconquistado à base de muito suor, sangue e lágrimas, pois em 1964, o povo deste país sofreu uma das maiores afrontas à sua dignidade, O Golpe Civil militar! Golpe este que perseguiu, torturou e matou milhares de brasileiros. Brasileiros estes que ousaram desafiar um regime autoritário, violento e arbitrário, em busca de um sonho: Devolver ao povo à sua dignidade, o seu direito de decidir os rumos do país, de libertar um povo preso em sua própria casa.
           
 Inúmeras famílias viram muitos de seus próximos serem arrancados de perto de sí, alguns muitos foram mortos, inúmeros foram torturados, outros tantos exilados, por defenderem o país que acreditavam, o país que desejavam, por defender um povo oprimido.
           
 Em 1985, após mais de vinte anos de regime e impulsionado pelo movimento das “Diretas já”, que uniu milhões de brasileiros de todas as classes e dos mais variados seguimentos sociais, o Brasil libertou-se da tirania, e em 1988, com a atual Constituição da República Federativa do Brasil, proclamou aquele direito tão sonhado, o voto Direto, Secreto e Universal, de cada brasileiro, sem discriminação de raça, cor e sexo, e foi além, consagrou o direito à liberdade de pensamento, e a livre manifestação de cada cidadão brasileiro.
       
Hoje, se temos a possibilidade de escolher nossos representantes, devemos, e muito, àqueles heróis que em meio à repressão, a perseguição, a tortura e a morte, ousaram sonhar com este momento. Sendo assim, não devemos nos abster deste direito, nem vê-lo como um fardo, mas sim como um presente, um legado, um direito arduamente conquistado.

        A beleza da democracia é ver cidadãos de diferentes classes, diferentes orientações e regiões do país, e saber que cada um de nós é livre para expor seu pensamento, ir às ruas defender sua bandeira, seus ideais, sejam eles quais forem, fazer a sua voz ser ouvida nas urnas.

     Como sabemos, este processo democrático, seja à nível municipal, estadual ou nacional, tem como finalidade eleger os representantes que irão governar o país, os estados e as cidades, por meio de um mecanismo fabuloso e simples: Aquele que for o mais votado pelo povo, vence! Isto reafirma aquele ditado popularmente conhecido que diz: “a maioria vence”, e assim tem que ser.

         Felizmente vivemos em um país com pluralismo político, e que fornece não apenas uma, mas várias opções de escolha aos eleitores. Como não se pode eleger todos os candidatos, aquele que é mais votado vence, e tem o dever de governar todos, não só aqueles de quem recebeu voto, mas também aqueles que foram contrários a ele.

      Esta é a beleza da democracia, quando um candidato é eleito, seja ele Prefeito, Governador ou Presidente (e aqui nos reportamos apenas aos eleitos para o Executivo), ele se torna o governante não apenas de um, mas de todos. Por isso, valorizemos nossa democracia, valorizemos àqueles que lutaram para que hoje pudéssemos viver o que vivemos, e que cada um, à cada dia tenha a coragem, e a liberdade de defender seus ideais, sejam eles quais forem, pois esse direito é nosso!


Fabrício Paes Silva

Fazendeiro suspeito de mandar matar promotor se entrega à polícia e nega crime Thiago Faria foi morto com quatro tiros de espingarda no dia 14 de outubro de 2013

Do JC Online

Com informações do colunista Jorge Cavalcanti

 / Foto: Igo Bione/JC Imagem

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Atualizada às 19h12
Principal suspeito de ser mandante do assassinato do promotor Thiago Faria, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa se apresentou à polícia no início da noite desta terça-feira. Zé Maria, como é conhecido, chegou à sede da Polícia Federal, na área central do Recife, acompanhado da esposa e de advogados. Antes de prestar depoimento, o homem falou com a imprensa e negou ter mandado matar o promotor.

José Maria disse que não se apresentou antes porque a Polícia Civil o acusou e não queria ouvi-lo. Apesar de ser considerado foragido, o fazendeiro contou que votou nos dois turnos da eleição em Itaíba, mesmo município onde aconteceu o crime.

O caso estava sendo investigado pela Polícia Civil até o início deste mês, quando passou a ser de responsabilidade da Polícia Federal. Na linha de investigação que incrimina Zé Maria, o principal ponto é a disputa por terras. O fazendeiro teria perdido a posse da Fazenda Nova para a noiva do promotor, que arrematou em leilão 25 hectares, em outubro de 2012, onde o fazendeiro morava mesmo sem ser o dono da propriedade. Zé Maria teria creditado sua expulsão da área à interferência do promotor e planejou a execução dele. De acordo com a perícia, três homens armaram a tocaia para o promotor.

Thiago Faria Soares foi morto com quatro tiros de espingarda calibre 12 no dia 14 de outubro de 2013, quando dirigia seu veículo pela PE-300, rodovia que liga Águas Belas, município onde o promotor residia, a Itaíba, local em que ele trabalhava. A noiva de Thiago, Mysheva Martins, e um tio dela também estavam no carro no momento da emboscada, mas não ficaram feridos.

FILHO DE EDUARDO CAMPOS ADIA ESTRÉIA NA POLÍTICA. SOMENTE DEPOIS DE 2016. SERÁ?

João Campos descarta candidatura em 2016

PUBLICADO EM 28/10/2014 ÀS 21:43 POR  EM NOTÍCIAS
João Campos descarta pretensão de assumir cargo eletivo em 2016. Foto: Rodrigo Carvalho/JC Imagem
João Campos descarta pretensão de assumir cargo eletivo em 2016. Foto: Rodrigo Carvalho/JC Imagem
Com informações de Marcela Balbino, repórter do Blog de Jamildo
“Não faz parte de nenhuma pretensão pessoal, jamais, disputar nenhum cargo”, afirmou João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, após assumir a secretaria de organização do PSB de Pernambuco, na noite desta terça-feira (28). Cursando engenharia civil, o jovem negou estar se preparando para disputar cargos eletivos em 2016, quando acontecem as eleições municipais.
O filho de Eduardo Campos argumentou que sempre participou das discussões internas do partido. “Agora na campanha eu andei mais de 50 municípios fazendo campanha para as nossas lideranças. E eu iria fazer isso independente de cargo ou não, porque eu não preciso de cargo para fazer política nem para ajudar nosso povo”, afirmou. Para João, a única mudança demandada pela nova função é que o empenho terá que ser mais intenso.
Desde a morte de Eduardo Campos, em 13 de agosto deste ano, João vem dando sinais do desejo em seguir os passos do pai. Durante a campanha de Paulo Câmara para o governo de Pernambuco, o jovem de 20 anos subiu em palanques e participou de comícios.
A função de João no cargo é fazer mobilizações de cursos temáticos na área política e congressos, promover discussões programáticas, além de atrair novas filiações para o lado socialista e fazer articulações.
Aplaudido várias vezes durante a fala, o filho de Eduardo afirmou estar feliz por ter a oportunidade de contribuir com o partido. Mesmo tendo frisado que este foi um ano difícil pela morte de Eduardo e de Ariano Suassuna, disse que também foi de vitórias pela eleição de Paulo Câmara para o Governo do Estado, Fernando Bezerra Coelho para o Senado e da bancada de deputados federais e estaduais. “É um feito inédito para o partido”, afirmou.
“Estamos unidos aqui para fortalecer o legado de Eduardo Campos e o legado de Arraes. Esse legado foi construído através da escuta ao povo, à população. Então esse legado pertence ao povo. Venho aqui muito feliz e quero agradecer a vocês pela mobilização na campanha”, pontuou em sua fala.
Reunião da executiva estadual do PSB. Foto: Rodrigo Carvalho/PSB.
Reunião da executiva estadual do PSB. Foto: Rodrigo Carvalho/PSB.
João Campos ainda comentou a eleição da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem o partido e a sua família faziam oposição. “Nós queríamos a mudança. Estamos hoje com esse desejo de mudança”, afirmou. Usando parte do pronunciamento da petista, o socialista também pediu o engajamento dos correligionários na discussão de temas propostos por ela, como as reformas política e tributária.
Quanto à postura do PSB no âmbito nacional, o jovem defende que todas as instâncias sejam ouvidas antes de qualquer decisão – se a legenda adotará uma postura mais oposicionista ou mais alinhada ao governo.
“O PSB deve ser reunir com o PSB nacional. Reunir os Estados e tomar uma decisão conjunta. Ninguém pode se precipitar e escolher um caminho. A gente tem a unidade do partido, que está fortalecido aqui em Pernambuco. Então temos que conversar com a executiva nacional para achar o caminho a ser tomado no nível estadual e nacional”, observou.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sem internet, Aécio teria vencido eleição, diz cientista político



DO SITE PLANTÃO POLÍTICO

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'

Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.

Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.

Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.

“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”

Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Qual foi a influência da capa da revista Veja às vésperas do segundo turno presidencial entre Dilma e Aécio?

A capa da Veja foi feita justamente para influenciar o resultado eleitoral. Ela normalmente está nas bancas no sábado, mas saiu na sexta-feira. E era uma capa para, inclusive, ser impressa, tanto é que a campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) imprimiu essa capa justamente para manter aquele clima que eles criaram no Brasil de demonização do outro. O grupo Abril, em particular a revista Veja, já há muito tempo é organização que defende interesses econômicos a partir da gestão da política. Não há como dizer agora o quanto impactou, mas eles influíram claramente na votação de domingo, porque o Aécio conseguiu, a partir desse tipo de ação, crescer e encostar na candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições.

Como o sr. avalia o papel da internet nessas eleições?

Uma coisa que chama atenção nesse processo é que essa operação já tinha sido feito nas eleições de 1989, com sucesso, mas não teve desta vez. E por quê? Porque desta vez – além das pessoas já conhecerem a manobra de grupos de comunicação misturadas à elite política econômica no caso da vitória do Collor – também existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente, o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição, porque era o candidato preferido pelos grupos econômicos, pelos banqueiros, pelo mercado de capitais. Inclusive oscilava a Bolsa e, se você for ver, é muito curioso, quando as pesquisas davam a Dilma crescendo, a Bolsa caía, o que mostra o humor desses especuladores financeiros. A internet foi decisiva para a garantia de um debate que não existiria se fossem apenas os meios de comunicação de massa atuando nessas eleições. Isso é bastante nítido no processo eleitoral que ocorreu em 2014.

E as redes sociais?

As redes sociais, em particular, tiveram um papel grande e mostraram, na verdade, um acirramento muito grande. Deixou claro, e é importante que tudo fica registrado, qual é a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB, que é baseada em preconceito, em mentira e numa estratégia que podemos chamar de “estratégia do cinismo”. Eles chegam a afirmar que nenhum corrupto ligado ao PSDB está preso ou foi julgado por incompetência do PT, o que é uma coisa completamente cínica. Esse tipo de ação, as pessoas não têm clareza de como vão lidar com isso. Agora, minha opinião é bastante clara: é preciso mostrar concretamente o que é o PSDB do ponto de vista da corrupção. É inaceitável que a bandeira da corrupção seja tomada por forças da corrupção. É inaceitável.

Não tenho nenhuma dúvida do aparelhamento que (governador de São Paulo) Geraldo Alckmin faz na Sabesp. Isso ficou nítido nas gravações mostrando que eles são capazes de ganhar a eleição, inclusive se for para deixar uma cidade em situação de calamidade. Nós temos que mostrar que eles são uma junção de descompromisso com a democracia, de má gestão de recursos públicos e de corrupção em larga escala, como foi feito em São Paulo. Réus confessos entregaram as provas e o Ministério Público não faz nada. Então, temos que ir para cima disso.

Temos que ir para cima do crime eleitoral cometido pela revista Veja, temos que exigir o julgamento do mensalão mineiro antes que ele prescreva e temos que mostrar toda a ligação que o PSDB tem com crime, com práticas absurdas. Não podemos aceitar. E não vai ser falando “pessoal, o clima de ódio é ruim”. Não. O clima de ódio só vai ser reduzido com argumentos verdadeiros e racionais. Não é pedindo paz e amor, não, mas colocando claramente para as pessoas, insistentemente, as falácias do discurso que eles reproduzem para o Brasil. A gente tem que ser muito claro com isso, porque disso depende a democracia, né?

O sr. acredita que o novo governo possa mudar artigos que dizem respeito à comunicação?

Eu acho que um dos principais pontos da reforma política para o Brasil é a reforma da comunicação. Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou. Ela já havia feito isso se ligando a um criminoso chamado Carlos Cachoeira e não aconteceu nada. O cara continua lá na sucursal de Brasília, não foi preso, não foi condenado. Nós precisamos mexer nessas estruturas de concentração econômica de poder, fazer uma reforma da comunicação, uma lei de meios, como a da Argentina. E nós precisamos também de uma reforma política que retire o poder do capital, que retire o financiamento privado de campanha, mas que permita também à gente avançar em questões cruciais da sociedade brasileira. Com uma Constituinte que não possa ser com estes deputados, que tenha que ser exclusiva. O deputado que quiser fazer essa Constituinte só poderá se candidatar para isso, para discutir as ideias e o futuro do país, e não para vir com esquemas que a gente sabe que eles articulam, de grandes corporações, de forças que bancam campanhas milionárias. Precisamos de uma reforma política com uma Constituinte exclusiva e, nesse contexto, uma reforma das comunicações.

Por que os partidos têm tido certa dificuldade em atingir os jovens na internet?

A internet não é contraposta aos partidos, mas é que a velocidade das comunicações e as relações intensas que existem na internet geram muitas dificuldades para os partidos, principalmente para legendas partidárias que são estruturas mais orgânicas. Por exemplo, o PSDB adotou e atuou como estratégia na internet, e não é de agora, de desconstruir seus opositores, no caso o governo federal e o PT.

E os tucanos fazem isso destilando preconceitos e coisas absurdas. Se for ver o que dizem dos nordestinos, dos gays e das opções políticas das pessoas, beira ao fascismo. Agora temos que ver o que os partidos que são propostas democráticas e de esquerda podem refazer utilizando a internet, mas é muito difícil fazer política só pelas estruturas partidárias. Hoje, está muito claro que não é só o partido o elemento que faz política. Há outras formas de se fazer política, inclusive com conexões, grupos e coletivos de ativistas na internet. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PELO FACE, PAULO CÂMARA PEDE QUE DILMA DESARME O PALANQUE

Do JC Online

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O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, usou a rede social Facebook para desejar um bom governo à presidente Dilma Rousseff, reeleita presidente do Brasil neste domingo com mais de 52% dos votos válidos. Paulo apoiou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais. Em seu depoimento, Paulo desejou que Dilma faça um bom governo, olhando para os mais necessitados e torcendo para que ela possa corrigir os os problemas que levaram quase metade do eleitorado a optar pela mudança, votando em Aécio Neves. Ele também pediu para que os palanques sejam desarmados, já que, ao decidir apoiar Aécio, o governador de Pernambuco agora faz oposição ao governo federal.
Veja a nota na íntegra:
Espero que a presidente Dilma Rousseff corresponda às expectativas dos brasileiros e brasileiras que votaram para que ela conquistasse mais quatro anos de Governo. Da minha parte, como governador eleito de Pernambuco, que deseja o melhor para o Brasil, torço para que ela consiga corrigir os problemas que levaram quase metade do eleitorado a optar pela mudança, votando em Aécio Neves.

A presidente Dilma é a dirigente da Nação. É fundamental que os palanques sejam desmontados; que os ânimos sejam desarmados. Não é saudável esse clima de ‘guerra’ que se criou, desde o final do primeiro turno. O Brasil saiu muito machucado dessa disputa eleitoral, a mais acirrada desde 1989.

Da minha parte, manterei a mesma postura republicana que Eduardo Campos adotava, de defender, acima de tudo, os interesses do povo de Pernambuco, de apresentar bons projetos e fazer as parcerias necessárias com o Governo Federal. Não espero postura diferente da presidente da República.

Fui eleito com 68% dos votos dos pernambucanos – ainda no primeiro turno – a maior votação do País. Elegemos Fernando Bezerra senador da República e fizemos a maioria da bancada federal na Câmara dos Deputados. Essa será nossa base de apoio para defender as obras e os projetos que fazem parte do programa de Governo que foi referendado pela maioria do povo do nosso Estado.

O Governo Federal terá do Governo de Pernambuco o empenho para defender os interesses do nosso Estado e do Brasil, e para que este retome o caminho do desenvolvimento sustentável. A campanha acabou. Agora é hora de trabalhar por aqueles que mais precisam do poder público. Mais do que nunca: não vamos desistir do Brasil.

É CHEGADA A HORA DE VER O BRASIL COM OUTROS OLHOS. O FUTURO ESTÁ DIANTE DE NÓS


Raras vezes, na história da humanidade, um país se deixou cegar tanto pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira, sendo tão vilipendiado por sua própria elite. Agora, que as eleições acabaram, relembre: o Brasil é exemplo global no combate à fome, tem a menor taxa de desemprego de sua história, uma nova classe média pujante, que adensa um dos maiores mercados de consumo de massa do mundo, e uma presidente revigorada pela vitória nas urnas; além disso, está prestes a se tornar um dos grandes produtores globais de petróleo, não há descontrole inflacionário e os ajustes necessários na economia são bem menos severos do que se apregoa; por último, mas não menos importante, o Brasil NÃO é bolivariano!; um bom Dilma a todos; artigo de Leonardo Attuch, editor-responsável pelo 247

Por Leonardo Attuch
O Brasil amanhece, nesta segunda-feira, não muito diferente do que foi nos últimos dias, semanas e anos de governo Dilma – uma aposta renovada pelo eleitor brasileiro para os próximos quatro anos. O desemprego continua a ser um dos mais baixos da história, a inflação não está fora de controle e transformações estruturais, como o avanço na exploração do pré-sal, continuam em curso.
No entanto, raras vezes, na história da humanidade, um país foi tão vilipendiado e rebaixado por sua própria elite. Como jamais se viu, uma sociedade se permitiu cegar pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira. Para citar apenas um caso, o dirigente de uma consultoria financeira lançou um livro intitulado "O Fim do Brasil", profecia que se realizaria em caso de reeleição da presidente Dilma. A julgar por seu catastrofismo, que foi levado a sério por alguns agentes do mercado financeiro, esta segunda-feira seria o "dia em que a terra parou", como diria Raul Seixas.
No entanto, basta abrir os olhos – sim, abrir os olhos, após a cegueira e a histeria das últimas semanas – para enxergar uma realidade bem diferente. O Brasil fechará o ano com a inflação dentro dos limites da meta pelo décimo ano consecutivo, com uma dívida interna estável, embora a situação fiscal seja menos confortável do que no passado, e com uma população que volta a confiar no futuro – este, um dos dados mais importantes das últimas pesquisas. Quando as pessoas acreditam que irão manter seus empregos e seu poder de compra, o motor do consumo e do crédito se mantém ligado e a pleno vapor.
Se há a necessidade de ajustes na economia, eles já são reconhecidos pelas autoridades, em Brasília. Especialmente em alguns setores, como o do etanol, que foi prejudicado pela contenção dos preços dos combustíveis e será beneficiado com a volta da Cide – um importo que tornará o álcool mais competitivo na bomba. A boa notícia é que os ajustes necessários são bem menos severos do que se apregoa – 2015, ao contrário do que muitos imaginam, não será o ano da catástrofe anunciada.
Passadas as eleições, é também a hora de superar antagonismos, divisões e retomar o diálogo. Em vez de enxergar o copo meio vazio, é hora de encarar a metade cheia, repleta de avanços. O Brasil é hoje reconhecido pelas Nações Unidas como exemplo global no combate à fome e às desigualdades sociais. É também um país montado num caminhão de reservas internacionais, capazes de amortecer qualquer crise internacional. E que, com sua nova classe média, possui um dos maiores mercados de consumo do mundo, que irá continuar recebendo investimentos por muitos e muitos anos.
Se isso não bastasse, o pré-sal, de onde se extraem mais de 500 mil barris de petróleo/dia, já não é mais uma promessa. É realidade concreta e palpável. Aliás, se o Brasil foi rebaixado e vilipendiado por sua elite, que daqui extrai suas fortunas, o que dizer, então, da Petrobras? Relatórios das agências internacionais de energia, feitos por quem realmente entende do setor, a apontam como uma das empresas de maior crescimento projetado para os próximos anos. Depois dos investimentos, virá a colheita. E o Brasil, que viveu agudas crises no balanço de pagamentos no passado, em razão de sua dependência energética, tem tudo para se transformar num dos grandes exportadores globais de petróleo – como já é no setor de alimentos.
Dilma venceu as eleições porque, em algum momento, os eleitores – e não apenas os supostamente mal-informados, como diria FHC – se deram conta de que a propaganda negativa não correspondia à realidade. Será mesmo que o Brasil dos novos aeroportos, das usinas do Rio Madeira e da hidrelétrica de Belo Monte é mesmo "um cemitério de obras inacabadas"? Aliás, o que aconteceu com o apagão elétrico previsto no início de 2014? E a Copa do Mundo? Por onde andam os arautos do #naovaitercopa? Se tiverem bom senso, depois de o Brasil ter realizado a melhor de todas as Copas – fato que, infelizmente, ficou ausente da campanha eleitoral – não farão o mesmo discurso terrorista em 2016, ano dos Jogos Olímpicos.
O Brasil que emerge dessas eleições também tem uma possibilidade única de enfrentar a corrupção. Depois de tantos escândalos, todos eles associados ao financiamento privado de campanhas políticas, o País se vê diante da oportunidade histórica de aprovar a reforma política, tornando as disputas eleitorais menos dependentes do poder econômico. E a presidente Dilma, sem uma reeleição pela frente, e reconhecida como honesta por seus próprios adversários, é a pessoa ideal para levar esse desafio adiante. "Estou pronta a responder a essa convocação. Sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei", disse ela ontem, em seu discurso da vitória. Um discurso preciso – e de arrepiar.
Por último, mas não menos importante, há que se dizer com todas as letras. Apesar de toda a histeria e toda a estridência dos nossos neoconservadores, o Brasil não é bolivariano. Aliás, o próprio PT é um partido que, há muitos anos, fez um escolha. Optou pelo caminho democrático – e não revolucionário. O Brasil é um país capitalista, que respeita a propriedade e os contratos, e que, neste caminho, promove a inclusão social. Aliás, a aposta na radicalização interessa apenas a pequenos grupelhos, que se alimentam do discurso do ódio. A estes, basta dizer que Miami é logo ali. À verdadeira elite brasileira, comprometida com o País, o que importa é seguir adiante, com mais igualdade e liberdade.
Como diria Eduardo Campos, não vamos desistir do Brasil. Até porque, depois de tantas mentiras e ataques, o Brasil ficou barato. É hora de comprar Brasil!
* Leonardo Attuch é fundador e editor-responsável pelo 247

domingo, 26 de outubro de 2014

VITÓRIA DE DILMA NO NORDESTE MOSTROU QUE PERNAMBUCO NÃO TEM DONO. NOSSO ESTADO TEVE PAPEL FUNDAMENTAL NA VITÓRIA DE DILMA E MOSTROU QUE NÃO PERTENCE A FAMÍLIA CAMPOS

A disputa para governador foi atípica devido ao desastre que vitimou o ex-governador Eduardo Campos. Paulo Câmara aproveitou o momento e a comoção popular e venceu a eleição já no primeiro turno. A família Campos passou a ser vista como dona dos votos do estado e Paulo o novo líder do nosso povo.

A vitória de Dilma mostrou que a o estado retorna às suas tradições. Que o Pernambuco das revoluções está voltando, que o Leão do Norte começa a despertar.

Dos estados nordestinos, Pernambuco teve papel fundamental na vitória de Dilma. Os votos que os Campos julgavam lhes pertencer e que num primeiro momento foram para Marina, retornaram para o povo e representaram a sua legítima vontade.

Foram 3.435.453 votos (70,20% do total). 

Nosso estado não tem dono. Não é uma capitania hereditária. Somos o povo. Imortal, Imortal, Imortal!






RESULTADO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL EM VENTUROSA. Dilma atinge 83,5% dos votos válidos

A cidade de Venturosa, interior de Pernambuco, reconheceu as mudanças positivas que os governos Dilma e Lula promoveram em nossa cidade. Nenhum grupo político pode chamar para si essa vitória, ela é do povo de Venturosa. Nem a situação nem a oposição pediram votos para Dilma, não destacaram seus projetos, mas o povo de nossa cidade, de forma livre e consciente, ajudaram a eleger Dilma numa das eleições mais disputadas do Brasil.

Dilma teve 7.917 votos em Venturosa contra 1.616 votos de Aécio Neves. 

Parabéns Dilma. Parabéns povo de Venturosa. Parabéns Brasil!