quarta-feira, 23 de abril de 2014

Povos Indígenas ocupam GRE's na reivindicação de direitos

Nesta terça-feira (22) povos indígenas de Pernambuco ocuparam várias unidades da Gerência Regional de Educação - GRE na reivindicação de seus direitos. Um dos motivos dos atos seria o atraso no repasse de recursos por parte do Estado para pagamento de profissionais que atuam nas áreas indígenas.

Segundo informações os povos Xukuru, Kambiwá, Kapinawá e Tuxá ocuparam a GRE de Arcoverde. Outras etnias também teriam se mobilizado nas GRE's de Salgueiro e Floresta.

Um internauta comentou nas redes sociais: "Quando o Estado não cumpre com as suas responsabilidades, tem que se recorrer as formas de lutas pelos seus direitos".

Eduardo Campos é notícia em jornais internacionais e apontado como a maior ameaça e reeleição de Dilma

A semana do ex-governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, começou movimentada no campo internacional. O socialista, que defende que o Brasil reconquiste a confiança dos mercados internacionais para melhorar o desempenho da economia, deu entrevistas para o Wall Street Journal (EUA) e o The Financial Times (Inglaterra), além de ser citado em um relatório da agência de consultoria Eurasia Group como a maior ameaça à campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
Ao falar para os veículos internacionais, Campos demonstrou confiança acerca do pleito de outubro e das expectativas para o Brasil em 2015. “Hoje [ontem (20)] falei a jornais de outros países, e disse da minha confiança na economia do Brasil, com a mudança política que acontecerá em 2015”, escreveu o ex-governador, na legenda de uma foto na Rede Social Instagram.
“Atualmente a política fiscal e a política monetária caminham separadas”, afirmou o presidenciável, durante as entrevistas, ressaltando que o Banco Central (BC) precisa de mais autonomia para “encorajar investidores e ajudar o Brasil a retomar um crescimento rápido”. A Petrobras, maior estatal brasileira e alvo de uma crise devido à compra de uma Refinaria nos Estados Unidos, também foi citada pelo socialista. “É preciso profissionalizar a diretoria e proteger a empresa de interferências”, afirmou Campos.
Como que acompanhando a caminhada de Campos em busca de apoio internacional ao seus planos eleitorais, um relatório divulgado pela Eurasia nesta segunda-feira (21), Campos é visto como um perigo maior para a campanha em torno da reeleição de Dilma do que o senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves (MG). Apesar de destacar o nome de Campos, a empresa afirma que mesmo que Dilma continue perdendo popularidade, a petista ainda possui cerca de 70% de chances de ganhar as eleições presidenciais em um eventual segundo turno.
Segundo o relatório, apesar dos índices apresentados pela presidente terem caído, Dilma ainda não demonstra números que colocariam a sua reeleição em risco. Entretanto, uma vitória do PT em um eventual segundo turno no pleito de outubro teria índices mais apertados do que as últimas três eleições presidenciais ganhas pela legenda.
De acordo com o documento, a presidente venceria com uma vantagem de quatro a seis pontos, margem menor do que os 13-22 pontos apresentados por ela e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos pleitos anteriores.
Como embasamento, o texto usa uma pesquisa realizada pelo Ipsos Public Affairs e consultorias realizadas em cerca de 200 eleições em todo o mundo. De acordo com os dados, os presidentes que possuem uma aprovação variando entre 40% e 60% em escala binária – índice que mede apenas a aprovação e a reprovação –, faltando seis meses para o pleito, são reeleitos em 85% dos casos. 
Na última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), destacada no texto, a presidente apresentou, na escala binária, 47% de aprovação. Em março, o índice era de 51%

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mandamentos

E Deus mandou que Moisés escrevesse os seus mandamentos. 
A Lei Divina, ou o Decálogo, como é chamada.
E Moisés tomou nota de tudo o que Deus dizia, mandamento por mandamento, até que ouviu:
_ "Não prestarás falso testemunho".
Moisés, meio gago e já um conhecedor do pensamento popular, achou que muita gente não ia entender a profundidade daquilo.
_ Senhor, disse meio sem jeito, o que acha de mudar um pouco a redação desse mandamento?
Deus nunca reagiu bem quando contrariado. O inferno está aí para provar isso. Entre raios e trovões, quis saber o motivo pelo qual Moisés o interrompera.
_ Veja bem, Senhor. O povo é meio inconsequente as vezes. Podemos deixar isso mais claro para as mentes mais lentas. Afinal, ninguém sabe como estará o mundo daqui há dois mil anos.
Raios e trovões.
_ Certo, o Senhor sabe, disse Moisés. Mas veja, prestar falso testemunho é o mesmo que mentir, espalhar boatos, difamar, tentar acabar com reputações com acontecimentos inverídicos, esse tipo de coisa?
_ Sim, respondeu Deus.
_ O povo não vai se ligar nessa de "falso testemunho". Assim, se for para falar cara a cara eles não vão ter coragem não, mas se um dia inventarem uma maneira de dizer qualquer coisa sobre qualquer um a uma distância segura, sem se expor diretamente, o Senhor vai ver, a coisa vai feder....
Raios percorreram todo o céu e um quase acerta o bom e velho Moisés.
_ Entendi, vou continuar escrevendo.
A voz de Deus ecoou na imensidão:
_"Não cobiçar a mulher do próximo".
Moisés ainda abriu a boca, mas quando olhou para o alto perdeu a coragem de falar. O tempo ainda mostraria que sua sugestão não era de todo má.
Só quando Deus viu o comportamento dos seus filhos diante das redes sociais percebeu que Moisés, como todo profeta, foi um visionário.
Caso ditasse os dez mandamentos hoje, com certeza incluiria, no mínimo, um caput em alguns deles.
_ "Não irás compartilhar mentiras e boatos só para prejudicar pessoas de quem não gostas por tuas próprias tolices" seria um deles, seguido por "não curtirás a desgraça alheia" e "não ostentarás o que não possuis".
Podia ser pior, pensou Deus. Se a Bíblia fosse escrita hoje algum débil mental poderia querer adaptá-la em 144 caracteres ou traduzi-la em imagens para o instagram.

Emerson Luiz

Obras de restauração da PE 217 que liga Venturosa, Alagoinha e Pesqueira devem sair "em breve". O povo não aguentava mais esperar

O sempre ótimo blog Venturosa360graus nos trouxe a boa notícia que finalmente a rodovia estadual que liga os municípios de Venturosa, Alagoinha e Pesqueira, a PE 217, finalmente passará por obras e serviços de restauração. O valor astronômico de R$ 10.822. 137, 63 (Dez milhões, oitocentos e vinte e dois mil, cento e trinta e sete reais e sessenta e três centavos) para restauração de apenas 29,9 quilômetros saltou aos olhos assim que vi a placa! 

É muito dinheiro! Uma quantia quase tão grande quanto o tempo em que essa rodovia foi vítima de abandono e descaso. Foram oito anos sem nenhum reparo e vários acidentes, alguns com vítimas fatais. O blog Amo Venturosa enviou matérias com fotos para o renomado Blog do Magno e iniciou uma campanha para coleta de assinaturas online para enviar ao então governador e agora presidenciável Eduardo Campos.

O mínimo que podemos esperar depois de tanto tempo e do montante de dinheiro público que será empregado é uma nova rodovia, segura, bem sinalizada, com asfalto de qualidade, acostamento e áreas de escape, enfim, aquilo que merecemos enquanto cidadãos.

Vou repetir as palavras de um grande amigo: "Parabenizar o ex-governador Eduardo Campos pela restauração da rodovia PE-217? Meu censo crítico ainda anda bem, não tenho essa coragem!"

Armando Monteiro Neto usa discurso da "nova política" de Eduardo Campos para criticar prefeito de Gravatá, por apoio a Paulo Câmara

PUBLICADO EM 21/04/2014 ÀS 7:00 POR  EM NOTÍCIAS

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No JC desta segunda
Foi utilizando o discurso da nova política adotado pelo PSB que o senador e pré-candidato Armando Monteiro Neto (PTB) reagiu à adesão do prefeito Bruno Martiniano (PTB) ao palanque socialista. Em tom irônico, o petebista insinuou que a aliança, selada no último sábado, em Gravatá, é fruto de uma manobra feita para atrair os seus correligionários. “No ambiente da nova política, pressão mais coação versus fraqueza mais insegurança, é igual a adesismo. É a população quem vai julgar (as atitudes dos candidatos)”, afirmou o petebista, por meio da assessoria de imprensa.
O discurso contra o adesismo é uma das principais defesas do PSB, sobretudo do ex-governador Eduardo Campos. Com a declaração, Armando Monteiro tenta desconstruir a imagem de que o palanque socialista é adepto aos gestos da nova política.
Na última quinta-feira, o senador também conseguiu atrair para o seu palanque nomes do grupo adversário. Dois vereadores do PSB, Geovane da Saúde e Luquinhas da Saúde, ambos de Taquaritinga do Norte, anunciaram apoio ao senador. Também do PSB, o vice-prefeito do município de Salgueiro, Luiz Carlos Souza, e os vereadores Eugênio e André Cacau decidiram apoiar a candidatura de Armando.
Na semana passada, antes do anúncio oficial de Bruno Martiniano, Armando Monteiro demonstrou incômodo com as especulações de que o correligionário iria anunciar apoio a Paulo Câmara. O petebista disse que só iria se pronunciar depois que o fato fosse concretizado. Ontem, até o fechamento desta edição, o senador passou o dia numa reunião “a portas fechadas”. O secretário-geral do PTB, o ex-deputado estadual José Humberto Cavalcanti, preferiu não se pronunciar sobre o caso. Disse apenas que o assunto ainda não foi discutido internamente.
Nos bastidores, a saída de Bruno Martiniano das hostes do PTB já é dada como certa. Segundo interlocutores do senador, a decisão do prefeito não causou surpresas aos petebistas porque o prefeito já teria um “histórico de fraquezas”. Apesar disso, aliados de Armando Monteiro garantem que Bruno já tinha sinalizado que estaria engajado no projeto do petebista. Procurado, o prefeito não atendeu às ligações do JC.
Mesmo com a mudança de postura do petebista, a possibilidade de o partido questionar o prefeito juridicamente é praticamente descartada nas hostes do PTB, já que o mandato é de um cargo majoritário. No caso dos proporcionais, a possível perda do mandato garantiria que a legenda continuasse dona de uma vaga no legislativo, diferente do caso de prefeitos.

PRODUTORES DO NORDESTE NEGOCIAM R$ 1,8 BI EM DÍVIDAS, A MAIORIA SÃO DO PRONAF

É de R$ 1,79 bilhão o valor dos empréstimos renegociados ou liquidados com base nas medidas emergenciais de apoio aos produtores rurais do Nordeste, atingidos pela seca dos últimos anos na região. Do total de 156.957 operações realizadas até o final de fevereiro, 125.616 foram no âmbito do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), envolvendo cerca de R$ 460 milhões. Bahia e Minas Gerais são os estados com o maior volume de recursos renegociados, respectivamente R$ 345 milhões e R$ 278 milhões.
Os rebates (descontos) para liquidação partem de 40% e podem chegar a até 85% do saldo devedor atualizado, dependendo do valor da operação e da localização do empreendimento financiado.
Responsável pelo acompanhamento das operações a Secretaria de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais (SFRI), do Ministério da Integração Nacional, informa que estão em análise outras 1,3 milhão de propostas, cujo valor total é superior a R$ 16,5 milhões de reais. Os interessados têm até 31 de dezembro para formalizar o pedido junto ao banco que realizou a operação de crédito.
Sobre a renegociação
Dentro do programa de renegociação de dívidas do governo federal existem várias modalidades para atender o perfil dos produtores rurais. O Rebate para Liquidação de Dívidas, por exemplo, objetiva a quitação de operações de crédito rural contratadas com recursos de fontes públicas até 31 de dezembro de 2006 e no limite de R$ 100 mil.
A reprogramação permite ao produtor reagendar o reembolso das operações de crédito rural de custeio e investimento contratados no período de 1º de janeiro de 2007 a 30 de dezembro de 2011.
Os beneficiários só podem solicitar a renegociação se o empreendimento estiver localizado em município da área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), e em região onde tenha sido decretada situação de emergência ou de estado de calamidade pública em decorrência de seca ou estiagem pelo Ministério da Integração Nacional.

domingo, 20 de abril de 2014

Em Missa de Páscoa, Eduardo Campos (PSB) se diz contra o aborto.


Pernambuco 247 - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB-PE), que está morando em São Paulo durante o período pré-eleitoral, disse, em visita ao Santuário de Aparecida, ser contra o aborto e que considerada adequada a legislação brasileira sobre o assunto. "Como cidadão acho que minha posição e a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto", ressaltou o ex-governador de Pernambuco.
Campos foi abordado para falar sobre o tema quando encontrava-se ao lado do cardeal dom Raymundo Damaceno. Segundo ele, "A legislação brasileira já é adequada. Ela já prevê as circunstâncias e os casos e eu não vejo razão para que se altere exatamente a legislação que o Brasil já tem", afirmou. A posição de Campos é semelhante à da candidata a vice na sua chapa, a ex-senadora Marina Silva, que é evangélica.
Campos esteve no Santuário de Aparecida acompanhado da mulher, Renata Campos, e do filho recém-nascido, Miguel. Durante a missa de Páscoa, Campos encontrou-se com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha, com quem trocou cumprimentos. Após a cerimônia, Campos e a família seguiram para a residência do arcebispo de Aparecida onde tomaram um café.
Campos disse que evitaria tratar de política durante o dia de hoje. "Hoje é dia de Páscoa. Vamos ter o ano todo para conversar sobre isso”, afirmou. 
NOTAS DO BLOG
No último pleito o então candidato José Serra prestou um grande desserviço ao país ao polarizar a discussão político num patamar religioso. O Brasil deixou de discutir políticas públicas para debater o aborto. Não que o tema não seja importante, mas como disse Eduardo, o Brasil já possui legislação sobre isso.
O grande debate de 2014 deve estar pautado nas reformas políticas, tributárias (para que os ricos paguem tanto quanto os pobres, diga-se de passagem), educacional e previdenciária (sem que para isso os mais pobres tenham de contribuir por mais tempo) e a defesa e reafirmação dos direitos trabalhistas (sem atender a essa onde de terceirização do funcionalismo adotada por nossos barões das empresas) e a contínua valorização do salário mínimo.
A declaração de Eduardo Campos de ser contra o aborto chega a ser redundante. Ele estava em uma Missa, e como todo católico sabe, o aborto é condenado pela Igreja e quem o cometa ou apoie é automaticamente punido com a excomunhão.
Sinceramente, espero de Eduardo Campos pelo menos um belo debate. Ninguém merece a campanha de Serra, tomo 2.
Emerson Luiz.

Reflexão para o Domingo de Páscoa




RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) - O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.
João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.
Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seu grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.
Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente.
Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.
Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepulcro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Cesar Augusto dos Santos, SJ



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/20/reflex%C3%A3o_para_o_domingo_de_p%C3%A1scoa/bra-792216
do site da Rádio Vaticano 

sábado, 19 de abril de 2014

Prefeitos de pequenas cidades temem o aumento do $alário mínimo em 2015

Com o anúncio de que o salário mínimo será reajustado para o valor de R$ 780,00 em janeiro, muitos prefeitos começam  a se preocupar. O motivo é simples: mesmo um aumento pífio como esse provoca grandes impactos em folhas de pagamento infladas com cargos comissionados, apadrinhados e acordos firmados em época de eleição.

O cálculo para reajuste do mínimo leva em conta a inflação de 5,3% e o aumento do PIB de 2,28% em 2013.

É bom lembrar que pessoas ligadas a Eduardo Campos e Aécio Neves já afirmaram que os dois concordam em por um fim a essa indexação do mínimo à inflação e a expansão do PIB. O tucano já disse não ter medo de tomar medidas impopulares.

Vamos aguardar.

Adesão de prefeitos não quer dizer transferência de votos para Eduardo Campos e Paulo Câmara.

As últimas pesquisas de intenção de voto têm alguns elementos em comum:

Todas expressam que o eleitor quer mudanças no Brasil e que esperavam mais do governo de Dilma.

As mesmas pesquisas também atestam que a oposição à Dilma não representa a mudança que o povo brasileiro deseja. Eduardo Campos e Aécio Neves não decolam. Mesmo com a perca de três pontos registrado na última pesquisa IBOPE (eram seis no Datafolha) Campos e Aécio empacaram e não sobem.

O discurso de direita de Aécio e a nova política de Campos não encontram eco na voz das ruas. Parece que o povo sabe que o governo Dilma não aquele dos seus sonhos, mas é aquele que tem lhe permitido lutar por eles. As "medidas impopulares" de Campos/Aécio agradam banqueiros e empresários. O povo não quer ter de contribuir com a previdência até o leito de morte, abrir mão de programas sociais e direitos adquiridos. 

Fora o amor incondicional de grande parte da população ao ex-presidente Lula. Ele será o grande eleitor de 2014, assim como fora o de 2010.

As pesquisas em Pernambuco também refletem uma realidade dura para a maioria dos políticos locais: adesão de prefeitos não transfere votos para Eduardo e Paulo Câmara.

A imensa maioria dos prefeitos pernambucanos fazem parte da base de Eduardo Campos. Chegam até a colocar o nome do governador em faixas de agradecimento por tratores do PAC 2 que não contam com um só centavo do governo do estado (Onde está o Tribunal Regional Eleitoral numa hora dessas?) e rasgam seda ao se referirem ao neto de Miguel Arraes. Mesmo assim, Armando Monteiro lidera as pesquisas de forma isolada. Para o senado, o candidato do PT, João Paulo, mantém-se estável na liderança das intenções de voto.

Para concretizar seus sonhos, Eduardo Campos deveria sair de Pernambuco com uma quantidade esmagadora de votos, mas já empata com Dilma. Lula já disse que virá a Pernambuco pedir votos para Dilma e Armando. E daí? Daí que pode implodir a campanha de Eduardo/Câmara/ Fernando Bezerra Coelho! 

Em muitos municípios os eleitores são irredutíveis no seguimento dos seus partidos e prefeitos, mas isso apenas nas eleições municipais. No campo nacional o eleitor sabe quem fez o quê e por quem. Sabe quem é do povo e quem não, e conhece quem faz política e quem vende uma nova política mofada.

Emerson Luiz

sexta-feira, 18 de abril de 2014

JOÃO LYRA REVOGA DECRETO DE EDUARDO CAMPOS QUE BENEFICIAVA USINAS. PAULO CÂMARA TAMBÉM TERIA ASSINADO O DOCUMENTO.


Quase duas semanas após tomar posse do Governo de Pernambuco, o governador do Estado, João Lyra (PSB), revogou um decreto estipulado pelo seu antecessor, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), que se lançou como pré-candidato à disputa presidencial. Atendendo a um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Lyra suspendeu o perdão de dívidas tributárias e a redução de impostos de duas usinas termoelétricas de Pernambuco. O decreto havia sido assinado também pelo ex-secretário da Fazenda e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).
De acordo com o decreto nº 40.595, do dia 3 de abril, no período de 1º de janeiro de 2009 até 31 de março de 2014, as usinas que realizassem a compra de óleo combustível com recolhimento antecipado do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teriam direito ao ressarcimento do imposto recolhido. Além disso, as usinas teriam direito à implantação de uma alíquota que reduziria em 7% os preços para a importação e a aquisição do combustível.
O material mencionado é do tipo OCB1, com baixo teor de enxofre. O combustível é considerado como a matéria-prima mais poluente do planeta para fins energéticos, e destoa do discurso de desenvolvimento sustentável promovido por Campos e principalmente pela sua vice na chapa, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB).
Se o decreto fosse mantido, a ajuda financeira às termelétricas poderia abrir espaço para questionamentos eleitorais, além de diminuir a arrecadação do Estado. A maior participação das usinas termelétricas na arrecadação justifica nas projeções é justificada, uma vez que a geração de energia térmica já superou a energia hidrelétrica, devido à falta de chuvas no interior.
Só em 2013, as usinas termelétricas foram responsáveis por um aumento de 17,8% no recolhimento de impostos em Pernambuco juto ao segmento de combustíveis. Em valores reais, o aumento da aquisição de óleo diesel e óleo combustível resultaram, em R$ 360,3 milhões a mais em impostos. A ausência de uma estimativa da perda de arrecadação é explicada, no Projeto de Lei, pela falta de um calendário fixo de funcionamento para as usinas. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pesquisa Vox Populi/ Carta Capital dá Dilma no primeiro Turno. Petista apresenta 40% das intenções de voto!


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Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral. A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores. Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.

Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%. Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.

Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.

Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.

Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos na edição impressa de CartaCapital, nas bancas a partir da quinta-feira 17

Deputado Júlio Cavalcanti (PTB) destaca sensibilidade de Dilma com Pernambuco




 O deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB) esteve durante toda esta segunda-feira (14) acompanhando os passos da presidente Dilma Rousself (PT) no Sertão pernambucano. Ao lado do senador e pré-candidato a governador, o senador Armando Monteiro, além do deputado federal João Paulo, pré-candidato a senador pelo PT, o parlamentar trabalhista participou da inauguração da Adutora do Pajeú.
A solenidade aconteceu em Serra Talhada, quando também foi feita a assinatura da ordem de serviço para a construção da segunda etapa da Adutora do Pajeú. O investimento nesta primeira fase, que tem extensão de 195 quilômetros, é de R$ 163 milhões. Entre os beneficiados estão nove municípios de Pernambuco e cinco da Paraíba. Mais de 112 mil pessoas serão atendidas com água de qualidade até setembro de 2015, período previsto para a conclusão.
A presidente também falou sobre a construção do Ramal do Agreste, orçado em mais de R$ 1,2 bilhão, indo até Ipojuca, em Arcoverde, beneficiado 70 comunidades e 73 municípios.
Para Júlio Cavalcanti, “as ações e projetos assinados pela presidente significam importantes passos rumo a segurança hídrica do sertão pernambucano. Obras que também chegam ao Sertão do Moxotó, aonde o governo Dilma está concluindo a nova adutora de Arcoverde, orçada em R$ 40 milhões”.
Para o deputado, “mais uma vez, a presidente de todos os brasileiros demonstrou o seu carinho por Pernambuco e seu povo. Parabéns presidenta Dilma, nossos povo saberá agradecer o cuidado e o carinho de seu governo por nosso estado”.
O parlamentar trabalhista ainda revelou que manteve contato com o ministro da Integração Nacional, presente ao evento, cobrando agilidade para a conclusão das obras da Adutora de Arcoverde. O mesmo pleito foi feito ao governador João Lyra Neto (PSB). (Arcoverde de Todos)