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sábado, 31 de agosto de 2013

“O Papa que veio do fim do Mundo” - Texto do Pe. Fábio Pereira dos Santos

            

            
            Naquela tarde de 13 de março de 2013 estava em atitude de orante expectativa pela fumaça branca da chaminé da Capela Sistina.  De repente ela apareceu: Habemus Papam! Entre a fumaça branca e o anúncio do Papa muitos pensamentos passaram em minha cabeça: quem será? De onde vem? O que pensa? Não importa é o sucessor de Pedro.

            Finalmente o Cardeal Frances Jean Louis Pierre Tauran faz o esperado anúncio: “Annuntio vobis gaudium magnum, Habemus Papam, Eminentissimum ac reverendissimum Dominum, Dominum Georgium Marium Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio Qui sibi nomen imposuit Francisco" (Anuncio-vos uma grande alegria: temos o Papa! Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor, Senhor Jorge Mario Cardeal Bergoglio, da Santa Igreja Romana, O qual se impôs o nome de Francisco).

            Meu Deus, um argentino? Ninguém Merece! Passado o susto, o Papa Francisco aparece e de repente vejo resplandecer na sua figura o Papa João XXIII, o Papa bom. A sua simplicidade e o seu sorriso lembrou de imediato o Papa João Paulo I, o Papa do sorriso que iluminou a Igreja no curto período de 33 dias. Nesta hora elevei a Deus um Louvor repleto de alegria e esperança: “um grande profeta surgiu entre nós: Deus visitou o seu povo” (Lc 7,16).

            As primeiras palavras do Papa de imediato tocaram os corações tanto dos mais religiosos quanto dos menos interessados em assuntos e vida de Igreja. É inesquecível: “peço que rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo, pedindo a bênção do seu bispo”; “Vocês sabem que o dever de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Agradeço a vossa hospitalidade. A comunidade diocesana de Roma já tem o seu bispo. Obrigado”.

            Neste primeiro momento notamos que o Papa traz de volta o conceito já meio esquecido de que antes de  ser o Papa da Igreja  Católica no mundo inteiro, ele é o Bispo da Igreja de Roma aquela que preside na caridade e na comunhão as outras Igrejas. Por isso é o Papa. Ao mesmo tempo em que pede aos seus diocesanos que rezem por ele. É o relacionamento esponsal e paternal entre o Bispo e o povo, entre o Pastor e as Ovelhas.

            Tanto nas audiências, homilias e visitas como a do Brasil na Jornada Mundial da Juventude vemos que o Papa Francisco tem muito a dizer neste tempo avançado da História. Para entender o Papa é importante olharmos a Biografia e a espiritualidade de Francisco de Assis, João XXIII, João Paulo I e Dom Helder Câmara. Ah Helder! Se estivesses aqui com certeza abririas o braço, naquele jeito característico, e dirias: “Deus é Pai! Vela Por nós”! Com certeza apresentarias o Pacto das Catacumbas ao Papa e estarias com ele naquela oração comovente a nossa Negra Mariama, Senhora Aparecida. Imagino como seria a tua conversa com o Padre José.

           Mas lá do Céu onde estás, chama o Papa João XXIII, João Paulo I e São Francisco e soprem ao ouvido do Papa Francisco aqueles sonhos que vocês tiveram e que o Espírito Santo com certeza também colocou no coração dele.

            Rezemos pelo Papa. Sejamos a ele obedientes. Sigamos a suas Palavras e Ensinamentos. Chegou a hora. Teremos “Um Novo Amanhecer na Igreja”.            

Padre Fábio Pereira dos Santos


sexta-feira, 26 de julho de 2013

“Quem paga pela JMJ é a própria Igreja Católica”, esclarece prefeito do Rio de Janeiro




O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse em entrevista a um programa matutino da Rádio Globo que o Papa é carioca. "Eu disse para ele ficar a vontade na cidade e ele me 'confessou' seu pecado gravíssimo: não escuto nada do que o pessoal da segurança me diz", disse rindo.

Ao ser questionado quanto aos gastos que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) tem gerado. "Quem paga pelas despesas da JMJ é o Comitê Organizador Local (COL), criado pela Igreja Católica". Segundo ele, os governos (federal, estadual e municipal) quando há uma grande aglomeração de pessoas, assim como acontece no carnaval ou até mesmo no reveillon, coloca-se os serviços à disposição, como saúde e segurança.

"Não pagamos pelo palco, pelos shows, pela hospedagem do Papa", esclarece Eduardo Paes. O prefeito também recordou que todo evento que acontece na cidade, em certas dimensões, o poder público sempre auxilia, como por exemplo a "Marcha para Jesus".

"Tudo o que tem a ver com a infraestrutura do evento é pago pelo COL da JMJ", disse. Para ele, é uma honra para a cidade receber o Papa, que vem trazendo uma mensagem de paz, de alegria.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Papa Francisco, um conservador?



Li alguns artigos sobre a visita do papa ao Brasil em ocasião da Jornada Mundial da Juventude. A grande mídia é só afagos e elogios, pega carona no carisma e na simplicidade de Francisco. Acompanha o fascínio da população e dá destaque a cada pequeno gesto como se neles estivessem as sementes das grandes transformações. A mídia tida como "progressista" e independente se concentra nas críticas sobre o passado de Jorge Mario Bergoglio. São eles a acusar o papa de conservadorismo.

Esquecem os articulistas de dadores de opinião da esquerda radical que o papa é líder religioso e não fundador de uma fé. O papa é escolhido para liderar servindo, é ele "o servo dos servos de Deus". O papa fala da cátedra de Pedro para reafirmar e defender as verdades do cristianismo católico. O papa não é "homofóbico" como alardeiam, nem tampouco "reacionário". A Igreja Católica é uma instituição de 2.000 mil anos e tem toda sua doutrina erguida sobre o fundamento das Sagradas Escrituras.

O papa não tem o poder e nem a vontade de mudar os textos sagrados para que eles se adaptem ao pensamento da sociedade contemporânea. O papa Francisco tem se pronunciado contra a exclusão social e as formas de violência e preconceito tão marcantes no mundo moderno. Está tendo a coragem de romper com protocolos e estruturas arcaicas que marcavam o catolicismo romano. Sua simplicidade e autenticidade tem testemunhado contra a postura de líderes demagogos e corruptos e o seu trato com o povo.

Francisco vive a simplicidade e a humildade evangélicas. Denuncia estruturas corruptas - algumas dentro da própria Igreja - e aponta para a cura das mazelas humanas e sociais: a real vivência do amor cristão.

Ele não é conservador. Ele é renovador, no que diz respeito a trazer de volta o que é novo, a inspirar novos olhares sobre estruturas e comportamentos, a inspirar a sociedade a retornar ao primeiro amor e caminhar de forma diferente, não pautada pelo consumismo sanguinário e excludente, mas na partilha, na doação e na simplicidade.

Assim como Deus ama o pecador e abomina o pecado, o papa transmite seu amor a todos, sem distinção, mas não pode concordar com aquilo que Jesus repreendeu.