quarta-feira, 8 de maio de 2013

PASTOR É PRESO ACUSADO DE ESTUPRO, PROMOVER ORGIAS E TER CONTATO COM O CRIME


SAIU NO ESTADÃO
RIO - O pastor evangélico Marcos Pereira da Silva, líder da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso pela Polícia Civil do Rio por volta das 22h de terça-feira, 7, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Contra ele, havia dois mandados de prisão preventiva pelo crime de estupro. As denúncias foram feitas por fiéis de sua igreja, cuja sede fica em São João de Meriti.
As investigações começaram há cerca de um ano, a partir de acusações que o coordenador AfroReggae - Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil/Divulgação
As investigações começaram há cerca de um ano, a partir de acusações que o coordenador AfroReggae
No momento da prisão, o pastor estava em seu carro, um Passat. Ele voltava para sua casa, um luxuoso apartamento em Copacabana, na zona sul da capital. Segundo a polícia, o imóvel está no nome da igreja e está avaliado em R$ 8 milhões.
Os mandados foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca, na última quinta-feira, 2. Segundo o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), as investigações começaram há pouco mais de um ano, a partir de acusações que o coordenador da ONG AfroReggae, José Júnior, fez sobre o suposto envolvimento de Marcos Pereira com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ao longo das investigações, a polícia descobriu que o pastor teria estuprado seis fiéis, entre elas três menores de idade. Ele também realizaria orgias em seu apartamento em Copacabana. As pessoas eram chamadas para cultos, mas Pereira as forçava a participar da orgia para "serem purificadas", segundo o delegado. O policial disse ainda que o pastor costumava agir com violência, e que obrigava mulheres a fazer sexo com mulheres e homens a transar com homens. Uma das vítimas revelou que foi estuprada dos 14 aos 22 anos. Uma segunda seria uma ex-mulher do pastor, com quem foi casado até 1998.
A Polícia Civil ainda investiga o suposto envolvimento do pastor em quatro homicídios, além de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Um dos assassinatos seria de uma jovem que descobriu as orgias e teria tentado denunciá-lo. Um sobrinho de Marcos Pereira também estaria envolvido neste assassinato.
O pastor não possui formação em Teologia. Por isso, será encaminhado nesta quarta-feira (08) à uma prisão comum no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste.
Apoio de fiéis. Após a prisão do pastor, cerca de 30 fiéis da igreja de Marcos Pereira fizeram plantão em frente à sede da DCOD, no Andaraí, na zona norte. Mulheres e crianças trajavam vestidos longos, que cobrem o corpo do pescoço aos pés. O traje é comum entre fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Entre os fiéis, estava o ex- pagodeiro Waguinho, que é missionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias há nove anos. Ao sair da delegacia, Waguinho criticou a ação da polícia e as denúncias de José Júnior. O ex-pagodeiro concorreu à Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nas eleições do ano passado, mas não passou para o segundo turno.
Pelo twitter, o coordenador do AfroReggae comemorou a prisão do pastor: "Quero agradecer a nova gestão da DCOD pelo excepcional trabalho nessa prisão. Dr. Marcio Mendonça num curto espaço de tempo arrebentou!".

NOTA DO BLOG

O JOIO E O TRIGO

Infelizmente nos dias de hoje é comum nos depararmos com notícias desse tipo. "Líderes religiosos", ou melhor, pessoas que se arvoram em líderes e abusam da fé dos mais humildes e carentes para realizar seus desejos mais escusos. Mas não podemos deixar que casos como esses abalem a nossa Fé na Verdade que nos foi revelada, no amor ao próximo e a Deus. Lembremos sempre que muitos homens e mulheres de fé trabalham arduamente noite e dia para contribuir com um mundo melhor. A esses lobos em pelo de cordeiro só podemos desejar que sejam presos e julgados com o rigor da Justiça, e não com o rigor do judiciário brasileiro.

E AGORA, ARMANDO? NA INTERNET O NOME DE JOÃO PAULO É EXALTADO PARA O GOVERNO DO ESTADO EM 2014

Veja o que foi publicado na página eletrônica do Jornal do Commercio por Bruna Serra

RUMO A 2014

Na internet, candidatura de João Paulo é exaltada

Lembrado por Humberto Costa para disputar o governo, nome de João Paulo é defendido no Facebook


Na internet, João Paulo já é colocado como candidato ao governo de Pernambuco /

Na internet, João Paulo já é colocado como candidato ao governo de Pernambuco

Ativa nas redes sociais, militância partidária já criou uma página no Facebook para promover a candidatura do ex-prefeito João Paulo ao governo do Estado. Batizada de “Articulação João Paulo governador de Pernambuco”, a página já foi curtida por 69 pessoas e até o início da noite dessa terça-feira registrava 181 internautas discutindo o tema.
A definição da página foi feita com base em uma adaptação do slogan “A grande obra é cuidar das pessoas”, adotado nas duas gestões de João Paulo na Prefeitura do Recife, entre 2001 e 2008. Os militantes responsáveis pelo perfil no Facebook definem a candidatura do deputado com uma frase análoga: “A grande obra é cuidar dos pernambucanos”.
Um banner já está sendo compartilhado pelos simpatizantes da candidatura na rede com a frase “Sou PT, sou Dilma, sou João Paulo governador em 2014”. Outra peça diz: “Pernambuco, João Paulo governador em 2014”.
Em uma peça mais agressiva, um cartaz relembra a eleição de João Paulo para prefeito, em 2000. Ressalta que o PT é um partido popular e destaca que suas gestões à frente da PCR foram marcadas pela escuta popular.
Ao final a peça faz uma provocação ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que passou de inimigo ferrenho a cabo eleitoral do governador Eduardo Campos (PSB), hoje o principal rival dos petistas. “#JarbastaPernmabuco”, diz o texto.
A assessoria de João Paulo afirmou que não se trata de uma página oficial administrada pelo deputado ou por seus assessores, dizendo tratar-se de uma movimentação espontânea da militância.

NOTA DESTE BLOG

O PT perdeu o Recife para o próprio PT.

João Paulo seria o candidato "natural" para a sucessão do governo do estado quando o PT liderava a Frente Popular. Aí transpareceu o desafeto de João Paulo, seu ex-amigo e por eleito, João da Costa. A queda de braço interna era que João Paulo inviabilizasse João da Costa. Nem mesmo as prévias do partido foram respeitadas e o PT perdeu um ótimo quadro como era o nome de Maurício Hands e o que poderia ser pior para um partido: perdeu a prefeitura e boa parte de sua influência. 

Mas política não é feita apenas de influência partidária. O candidato tem que ter carisma, e isso, dentro do Recife, João Paulo ainda tem de sobra. Se sua candidatura emplacar teremos uma belíssima disputa! Uma que há muito tempo Pernambuco não via!

Armando percorre o interior para viabilizar seu projeto e espera o apoio de Eduardo Campos. O prefeito de Petrolina quer sair candidato pelo PMDB, Fernando Bezerra Coelho sinaliza que pode ser candidato pelo PSB de Eduardo (quem será que terá o apoio do governador que sonha com o Planalto?) e João Paulo se movimenta nos bastidores para concorrer pelo PT. 

Vamos observar porque em rio que tem piranha jacaré nada de costas.

Emerson Luiz






PARA JAQUES WAGNER EDUARDO DEVE ESPERAR ATÉ 2018


Saiu no Diário de Pernambuco
Ao contrário do que estava sendo especulado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), parece que ainda acredita na união entre seu partido e o PSB nas eleições presidenciais de 2014. O chefe do Executivo baiano é um dos defensores da tese que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside nacionalmente a legenda socialista, desista de sua candidatura presidencial no próximo pleito para ter, em troca, o apoio dos petistas nas eleições de 2018. Em entrevista à Rádio Tudo FM nesta quarta-feira (8), Jaques afirmou que aconselhou o pernambucano e disse que seu projeto não teria “espaço suficiente”.
“Eu disse a ele que era melhor construir uma caminhada por dentro do nosso grupo. Acho que, na política, tudo que é natural é melhor”, declarou. O baiano, porém, confessou que até agora Eduardo Campos não se mostra inclinado a ouvir seus conselhos. Para Wagner, “natural” é o PSB seguir com Dilma Rousseff no ano que vem. Em troca do apoio, os petistas não teriam candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. Campos, assim, seria o nome referendado pela legenda.
O petista, que vem tentando persuadir Campos, também deixa a entender que enxerga uma possível derrota do ainda aliado na próxima eleição. “Tenho visto que ele vem afunilando para garantir a candidatura em 2014”, completou. Jaques diz que na sua avaliação sobre o cenário eleitoral no ano que vem, Eduardo estaria “sem espaço”, porque a oposição estará possivelmente representada pelo senador Aécio Neves (PSDB) e a opção da “terceira via” seria preenchida pela ex-senadora Marina Silva (ex-PV).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Crônica Venturosense nº 01 - Saudade do que és, foi e talvez nunca sejas.

Saudade é um sentimento estranho, e tal qual a liberdade cantada pelo poeta, não há quem a entenda e ninguém que não a sinta. Digo isso após tantos meses afastado do meu prezado torrão. Venho a ele todos os dias para trabalho, mas me encerro nos muros do Aéropago e deles só saio para o transporte de partida. Da minha querida terra só vejo as paisagens das janelas do Asa Branca matutino, como quem a procurar por novidades entre galhos e espinhos. E quanta emoção em vê-los prodigamente mudar de cor, do branco e do cinza para o verde tingido da esperança de que a estiagem tenha finalmente chegado ao seu fim!

Mas tais novidades ainda não se confirmam. E nestes dias em que o trabalho me faz mais uma vez caminhar durante a noite da cidade que gosto de chamar de minha, e aqui não há posse, vejo, assim como o Salmista há milhares de anos na terra que chamava dele, que não há nada de novo abaixo desse Céu que nos protege.

A Indústria da seca ainda prospera. Água é vendida a preço de ouro e corrompe as consciências como se ouro se fosse. Chegam aos meus ouvidos relatos que não quero acreditar: "Pessoas que rezam para que a estiagem se alongue para que continuem vendendo o líquido da vida ao preço da morte". Do outro lado da rua palanques continuam montados e legisladores esgrimam palavras. Todos se arvoram em "amigos do povo". Uma certa maldade me percorre a mente quando pergunto até quando essa amizade durará se os interesses dos amigos e do povo colidirem. Maquiavel escreveu que alguns homens esquecem com mais facilidade a morte de um parente que um prejuízo em seus planos. Rezo para que ele esteja errado e tento, com isso, iludir a mim mesmo sobre a natureza de alguns dos conterrâneos.

E respirando o ar da noite venturosense me pergunto: o que motiva tanta saudade? E o que infelizmente não encontro nesta noite em questãome serve como resposta. O riso sincero e franco dos bons amigos que não pude visitar, a simplicidade da gente honesta e trabalhadora que não perdeu a fé em Deus e mantém com força a esperança em dias melhores. Tenho saudades da infância, dos amigos que tive e dos que deixei de fazer, das conversas na calçada, dos fortes apertos de mão, do Pai Nosso e da Ave-Maria, de fazer o sinal em frente a Capela de Nossa Senhora e da Matriz de São José, de cantar desafinado ao som do violão de apenas três acordes tocados pelo menos bêbado de nós. Enfim, tenho saudades de tudo que a cidade já foi para mim, do que ela ainda é, e do que, infelizmente, devido as atitudes dos abutres da seca, ela talvez nunca venha a ser.

Emerson Luiz

domingo, 5 de maio de 2013

João Paulo afirma que aliados tentam desconstruir o PT

O parlamentar negou a ruptura com o PSB, mas confirmou que há uma tentativa de desconstrução da sigla



VIA http://pernambuco.ig.com.br/#/politica/2013/joao-paulo-afirma-que-aliados-tentam-desconstruir-o-pt


O petista confirmou que há tentativas de desfazer a imagem do PT | Foto: Victor Soares / LeiaJáImagens / Arquivo



Durante visita ao prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB) nesta semana, o ex-gestor municipal e atual deputado federal, João Paulo (PT), conversou com a imprensa e não quis se posicionar sobre a atuação do socialista nestes quatro meses de gestão. O petista negou que haja uma ruptura entre o PT e o PSB e ao mesmo tempo se contradiz em seguida afirmando que existem algumas tentativas de afetar o PT, inclusive, até por parte dos próprios aliados.

João Paulo declarou mais de uma vez que há por parte de alguns setores, a tentativa de desconstruir os 12 anos do PT à frente da prefeitura, por isso, seguiu um discurso defensor da atuação do partido. “Eu em particular, posso dizer que o PT tem um legado deixado para cidade, Recife é uma cidade pobre e qualquer prefeito vai ter dificuldade de governar a cidade”, frisou.

O deputado continuou o diálogo ratificando a possibilidade de desfazer a sigla e as atuações da legenda e citou não só a gestão municipal, mas a nacional também. “Há uma tentativa de desconstrução real dos 12 anos do PT, essa tentativa de desconstrução começa a tomar corpo não só nos 12 anos de gestão do PT na prefeitura, mas também, os 10 anos do governo Lula e Dilma (...), mas não foi à toa que meu percentual de votos foi até maior do que a do prefeito da nossa chapa atual. Diversos setores da população vai tentar desconstruir, mas a minha gestão aqui e a de Luciana Santos (PCdoB) em Olinda, foi um marco da gestão de esquerda e deixaram um legado que teve um papel importante na vitória de Lula e de Eduardo”, relembra o parlamentar.

Indagado se esse processo de desmembramento da legenda é apenas por parte da oposição ou de membros da sigla, João Paulo cofirma discretamente a participação de aliados na situação. “Vocês veem aliados fazendo isso? Aí eu devolvo a pergunta (...). Quando a pergunta está muito clara, a resposta está dentro dela”, respondeu citando a frase de um sábio indiano e deixando claro sua posição sobre o assunto.

O petista também foi questionado o porquê de não ter visitado o ex-prefeito e corregionário João da Costa, na sede da prefeitura, enquanto esteve á frente da cidade, e agora, ir ao gabinete de outro gestor, que nem sequer era do seu partido. Ele respondeu que aceitou um convite de Geraldo Julio e que independentemente se houvesse até rompido aceitaria e desconversou sobre a situação de João da Costa.

Segundo Paulo Nogueira STF paga viagem de Jornalista do Jornal O Globo e arranha imagem de Joaquim Barbosa



STF paga viagem de jornalista do Globo

PAULO NOGUEIRA 5 DE MAIO DE 2013 6
Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.
Barbosa na Costa Rica
Barbosa na Costa Rica
Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.
Vou ver o que é o asterisco.
E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.
A repórter viaja a convite do Supremo.
É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.
Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.
Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente.
Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.
Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa.
Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.
Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou.
Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.
Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora.
Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.
Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.
Isto é Globo.
De volta à viagem de Costa Rica.
Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula.
A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava precaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.
A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência.
A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.
Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens.
Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida.
É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.
Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.
E o Supremo, não tem noção disso?
É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra.
Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.
Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

sábado, 4 de maio de 2013

O que fazer quando nós fracassamos?

Uma crônica sobre jovens, educação pública e a nossa sociedade.




Foi numa manhã de terça-feira. O ônibus parou próximo a uma padaria e eu me preparei para mais um dia de trabalho. O material das aulas pronto e as falas repassadas na memória. Ainda me sinto incomodado com as cobranças excessivas da rede estadual, o discurso pomposo de nossos governantes e o descaso histórico da União, do estado e do município com a educação. Mas, quando abraçamos uma causa devemos dar o nosso máximo e não nos deter por conta das enormes montanhas a serem contornadas.

Sempre gostei de pensar que estava me dedicando ao máximo e que já tinha colecionado algumas vitórias enquanto educador. Uma certa vaidade me acometia quando olhava as fotos dos projetos premiados e do material produzido com os alunos. Era hábito meu dizer: Estou me esforçando todos os dias para fazer a minha parte. Não é o que sempre fazemos? Adaptar nossa mente para tentar, nem sempre com sucesso, conseguir bons resultados em nosso trabalho?

Então o vi com uma caixa de madeira presa ao ombro por o que de longe pareceu ser um pedaço de couro. A caixa de engraxate não foi o que mais chamou minha atenção, mas a expressão abatida e cansada, que deveriam estar no rosto de alguém que já viveu uma longa vida, numa face sem esperanças de um jovem que mal iniciou sua jornada.

E logo nessa semana, onde numa aula para jovens do nono ano havia dito de forma tão entusiasta: “O perfil do Brasil mudou e nosso estado é um dos que mais cresce no país. Estamos num estágio onde a educação é a força propulsora do futuro! Se dediquem aos estudos e esse futuro estará nas mãos de vocês.” Falávamos sobre o mundo globalizado, desemprego estrutural e tecnológico e os desafios da sociedade contemporânea em uma aula de Geografia.

Dizem que "as palavras nos traem". Espero me fazer ser compreendido com o que pretendo comunicar. Nada tenho contra a profissão de engraxate, o trabalho dignifica o homem e eleva o seu espírito. Não carrego comigo quaisquer preconceitos de classe, etnia ou gênero, mas acalanto a esperança que a missão da educação é libertar o ser humano e proporcionar seu crescimento espiritual, intelectual e material. Mas, por vários fatores que ultrapassam o exercício do magistério, a educação no Brasil tem uma dívida histórica para com o povo.

Aquele jovem engraxate fora um dos meus primeiros alunos, quando trabalhei como oficineiro do programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI em Venturosa. Na época eu tinha 18 anos e o programa se destinava a atividades lúdicas e reforço escolar. Lembro que ele cursava a quarta série em uma escola pública municipal e não sabia ler nem escrever corretamente. Eu ainda não havia ingressado na faculdade e nada sabia sobre didática ou qualquer estratégia para alfabetizar ou formar leitores. Talvez poucos dos meus colegas oficineiros (posteriormente chamados de monitores) tivessem esse compromisso no início de suas atividades. No PETI daquela época a ênfase era dada a trabalhos de Artes, atividades envolvendo esportes e eventos. Quem mais se destacou nesse período foi o amigo José Jorge, um grande arte-educador que levou suas experiências para o programa e tornou a turma da comunidade Ouro Branco/ Lagoa do Pé de Serra referência em Venturosa, não apenas em atividades culturais ou esportivas, mas no próprio reforço escolar. Com o tempo, sob a orientação de Luís Bispo, o programa ganhou forma e muitos trabalhos excelentes surgiram, mas o aluno em questão não desfrutou desse progresso.

Atuei na comunidade da Boa Vista e dentro das minhas limitações de jovem me esforcei para fazer um bom trabalho. Hoje vejo quantos erros cometi sozinho, e quantos cometi em conjunto. Posso me responsabilizar ou apontar culpados no programa pela dura vida desse jovem hoje? Não. Sou professor e não redentor de uma nação. Sou um educador como tantos outros, e não o salvador da pátria munido de pincel atômico e apostilas. 

Mas devo pensar no que ocorre quando fracassamos. Não falo enquanto professor, porque é sempre fácil dizer que o professor não dá o máximo, não se dedica, já ganha demais, não está comprometido com a educação e todas as outras baboseiras do discurso demagógico dos que comandam o processo. Até hoje algumas escolas funcionam em situações precárias, professores são mal remunerados e o material de trabalho está longe de ser o ideal. Até hoje verbas da educação são mal empregadas – quando não desviadas – em muitos municípios brasileiros e a população prefere ignorar a contestar o modelo de governança a que é submetida.

No tocante a esse jovem (e a tantos com histórias semelhantes) fracassamos enquanto sociedade. Jovens  que vivem em uma família desestruturada, vítimas da omissão do Estado, vivem em precárias condições e não têm acesso a uma boa moradia, educação de qualidade – passam por todo Ensino Fundamental I e II e leem e escrevem com muita dificuldade – introvertidos, violentos quando questionados e desestimulados pela dura realidade a que são submetidos. Hoje muitos jovens são um reflexo do país que as estatísticas, os políticos e o nosso ufanismo de nação emergente querem ignorar.

Fracassamos com o jovem engraxate e com milhões de brasileiros. A prova disso é o debate sobre a redução da maioridade penal para dezesseis anos e nenhuma mobilização para melhorarmos a segurança pública, os serviços de saúde, o acesso a bens imateriais como a cultura e a reformulação de toda a nossa educação pública, onde o Senador Cristovam Buarque é um dos grandes baluartes.

Fracassamos ao curvar nossas cabeças diante da elite raivosa e com medo por ter que dividir seus espaços com a classe emergente, por ter que dividir as cadeiras das faculdades com os filhos dos trabalhadores e que se nega a pensar um país organizado em função do seu povo e não dela mesma. Fracassamos ao abandonar nossa cultura tão rica e variada para consumir apenas o que é produto de consumo, sem qualidade, emoção ou criticidade alguma. Uma pseudoarte que nada agrega, apenas rotula e torna caricata grande parte de nossa gente.

O que fazer quando fracassamos? Além de não se desesperar e deixar que o pessimismo nuble nossa percepção é necessário recomeçar. Mas recomeçar do jeito certo.

Emerson Luiz

Saiu na Coluna do Sabadão no Blog do Magno Martins

Coluna do sabadão - Magno Martins
       PMDB discute 2014
A executiva nacional do PMDB convocou a direção do partido em Pernambuco para uma reunião na próxima terça-feira, em Brasília. A pauta é o maior suspense, mas o blog apurou que consta de dois itens: palanque para Dilma e a necessidade de lançar candidato próprio a governador.
Neste sentido, o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp (RO), deixa transparecer uma forte simpatia pelo nome do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio. Uma das principais lideranças do partido no Estado, Lóssio tem como trunfo a façanha de ter derrotado o candidato a prefeito no município apoiado pelo governador Eduardo Campos.
E não era um simples candidato! Lóssio derrotou Fernando Bezerra Filho, herdeiro político do ministro da Integração, Fernando Bezerra. Que contou também com o apoio do deputado federal Gonzaga Patriota, que indicou o filho para vice na chapa do socialista.
O prefeito impôs um revés também ao PT, que disputou em faixa própria com a candidatura do deputado Odacy Amorim, ex-prefeito. Lóssio é, portanto, um dos grandes vitoriosos das eleições municipais de 2012. Mas seu nome ainda não rompeu a fronteira do São Francisco para ser encarado como alternativa majoritária.
Sendo assim, durante a reunião, não será surpresa se outro nome vier a ser ventilado. Fala-se no ministro Fernando Bezerra, desafeto de Lóssio, que estaria em namoro com o PMDB e não com o PT, como se especula.
Em política, tudo é possível, mas a alternativa Fernando provocaria um grande racha no partido no Estado, hoje hegemônico sob o poder do senador Jarbas Vasconcelos, que tem compromisso em levar a legenda para o palanque do candidato da coligação de Eduardo.
GOROU! – O governador Eduardo Campos e o presidente da Força Sindical, Paulinho Pereira, estão rindo a toa: o Governo já deu o braço a torcer nas dificuldades para votar a MP dos Portos. A cúpula do PMDB no Senado fez chegar aos ouvidos da presidente Dilma o impasse na base para votar a matéria. Tudo porque existe um profundo descontentamento com o Governo. O Governo já trabalha com plano B: enviar projeto de lei.
Na patada - 
O que se ouve em Brasília é que ninguém da base governista tolera mais a convivência com a presidente Dilma. Senadores, deputados federais e até ministros reclamam que a gerentona trata a moçada na paulada e que carinho e atenção na existem no seu vocabulário.

 Saia justa - Ao voltar a Pernambuco, ontem, para mais um périplo na área da seca, o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, assistiu manifestações dos prefeitos em favor da candidatura de Eduardo ao Planalto. Uma saia justa, porque o ministro tem defendido a tese de que o governador se preserve para 2018 e apoie de imediato à reeleição de Dilma.
Unidos para sempre - O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), e o deputado Odacy Amorim (PT), adversários na campanha passada, andam falando a mesma língua. Lóssio aceitou sugestão do petista, ontem, para construir uma praça de alimentação na Avenida 7 de Setembro, naquela cidade, para atender aos comerciantes que tiveram os barracos destruídos há cerca de 15 dias.
Sai adutora - 
O senador Armando Monteiro Neto comemorou, ontem, o anúncio do ministro Fernando Bezerra (Integração) garantindo os recursos para construção de uma adutora em Arcoverde e a perfuração de dois poços na bacia do Jatobá, em Ibimirim. Os pleitos haviam sido encampados pelo senador em audiência com o ministro em companhia dos respectivos prefeitos.

 CURTAS
VIOLÊNCIA – A violência no Sertão preocupa. Virou rotina no Pajeú a explosão de caixas eletrônicos, como em Calumbi, Tuparetama e Triunfo. Ontem, foi pior: uma agência dos Correios foi arrombada em Carnaíba e um supermercado assaltado em Flores. Chegou a hora de reforçar a polícia no Sertão!
APAGÃO– A Celpe não se corrige: a Câmara de Jaboatão dos Guararapes ficou sem sessão ontem por causa de um apagão, o que vem ocorrendo em todo o Estado, principalmente depois das chuvas. A privatização piorou os serviços da Celpe e só fez elevar a conta de energia.

NOTA DESTE BLOG - Sobre a explosão de caixas eletrônicos em Tuparetama vale a pena conferir o blog do amigo Tárcio - www.tarcioviuassim.com.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"FAZER MAIS" DO MESMO PARECE SER O SLOGAN DO PT E DO PSB NA TELEVISÃO

Fazer mais
FERNANDO RODRIGUES *

 Há alguns meses Eduardo Campos vem repetindo seu eventual slogan na campanha presidencial de 2014: 'É possível fazer mais'. Desde o fim de semana, Dilma Rousseff aparece na TV em comerciais curtos nos quais sapeca que 'é possível fazer cada vez mais'.

É difícil ser original em política. A estratégia de Eduardo Campos é boa, mas está longe de ser uma novidade. Em março de 2010, ao sair do governo de São Paulo para disputar o Planalto, José Serra terminou seu discurso com um 'o Brasil pode mais'.
Novidade? Nem tanto. Em 2008, Barack Obama havia usado 'yes, we can' (sim, nós podemos). Podemos o quê? Subentendia-se, por óbvio, fazer mais do que estava sendo feito.
Quem teorizou a respeito foi o marqueteiro e analista político Dick Morris. Ele até deu um nome para a estratégia: triangulação. A receita mistura um pouco do governo que está dando certo com uma pitada de ousadia de quem está de fora. A síntese é o modelo para fazer mais.
A fórmula de Dick Morris foi usada pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton. No Reino Unido, Tony Blair virou sinônimo de terceira via. Combinou conquistas dos anos conservadores do thatcherismo com avanços do 'novo trabalhismo'.
Em 1998, Fernando Henrique Cardoso foi reeleito com o slogan 'o Brasil não pode voltar atrás. Avança, Brasil'. Ou seja, prometia fazer mais. O PT e Lula em 2010 elegeram Dilma pedindo votos 'para o Brasil seguir mudando' [para melhor].
A estratégia do 'vou fazer mais' é ecumênica. Serve a quem deseja se reeleger. É útil para a oposição com a missão de tentar destronar um governo bem avaliado num quadro de relativa estabilidade econômica.
No fundo, é também como sintetizou outro dia Ciro Gomes num de seus proverbiais sincerocídios: 'Está bom mas podemos fazer melhor? Isso é conversa de marqueteiro. O Brasil precisa de debate profundo de ideias'. Mas aí é querer demais.  (* Folha de S.Paulo)

COMO SURGIU O DIA DO TRABALHO?



O primeiro dia do mês de maio é considerado feriado em alguns dos países do mundo. Além do Brasil, Portugal, Rússia, Espanha, França, Japão e cerca de oitenta países consideram o Dia Internacional do Trabalho um dia de folga.

A data surgiu em 1886, quando trabalhadores americanos fizeram uma paralisação no dia primeiro de maio para reivindicar melhores condições de trabalho. O movimento se espalhou pelo mundo e, no ano seguinte, trabalhadores de países europeus também decidiram parar por protesto. Em 1889, operários que estavam reunidos em Paris (França) decidiram que a data se tornaria uma homenagem aos trabalhadores que haviam feito greve três anos antes.

terça-feira, 23 de abril de 2013

OBA! PLÁSTICAS PELOS SUS. DR REY SE FILIA AO PSC.

E eu pensando ter visto de tudo

'Dr. Hollywood' aceita convite e se filia ao PSC













Após alguns meses de conversa, o PSC filiou na semana passada o cirurgião plástico Robert Rey, mais conhecido como ‘Dr. Hollywood’.  O médico transformou-se em celebridade – primeiro nos Estados Unidos, depois no Brasil – ao estrelar um reality show sobre cirurgia plástica. No programa, pacientes aceitam ser filmadas durante todo o processo cirúrgico e expõem no vídeo os resultados dos procedimentos.

O partido realizou um coquetel na sexta-feira (19), na Assembleia Legislativa de São Paulo, para formalizar a filiação. Embora a ideia fosse fazer uma cerimônia simples, formou-se uma fila de mulheres no local, que incluía desde funcionárias da limpeza da Casa até policiais militares.

O PSC gostaria de lançar Rey candidato a deputado federal, para atuar como um puxador de votos. Abertamente, entretanto, o partido afirma que o cirurgião ainda não manifestou a intenção de disputar, embora tenha o apoio da legenda se optar por concorrer. 

Diante do sucesso alcançado pelo reality show americano “Dr. 90210″, ele acertou com a RedeTV e se transformou em apresentador do programa no Brasil. Aqui, o programa foi batizado de Dr. Hollywood. Rey viveu nos Estados Unidos desde criança e retornou ao Brasil pela primeira vez em 2008. Na época, o reality show abordou exaustivamente o drama familiar do cirurgião e seu reencontro com o pai biológico.


sábado, 20 de abril de 2013

DO BLOG DE MAGNO MARTINS: ARMANDO MONTEIRO ADMITE DISPUTAR O GOVERNO DO ESTADO

Armando admite disputar o governo do Estado em 2014
 Foto – Fonte: Blogsulacanews
No Encontro de Blogueiros de Pernambuco realizado no Hotel Atlante Plaza no Recife, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) afirmou que não tem como esconder seu desejo do projeto de disputar o governo do Estado em 2014.

“Encaro a vida pública como um verdadeiro ofício de servir. Alguns falam que política é um sacerdócio, e eu sonho um dia governar meu estado para ser instrumento de transformação do nosso país.

O senador fez uma ampla explanação sobre a crise na economia mundial, seus reflexos na Europa e Estados Unidos e suas conseqüências no nosso país. O senador destacou  o fato que Pernambuco vive um bom momento e elogiou a atuação do governador Eduardo Campos. Armando enalteceu o comando do governador nessa fase de retomada de desenvolvimento, fazendo um prognóstico otimista destacando, por exemplo, o grande avanço que será a instituição de dois pólos importantes de desenvolvimento que são o complexo de Suape e a fábrica da Fiat em Goiana.


EM TEMPO

Em 2012 o Senador Armando Monteiro esteve em Venturosa - PE no palanque da Coligação "A Venturosa que Nós Queremos" e decretou seu apoio aos então candidatos da oposição ao governo municipal, Lemos e Donizete. A ala governista execrou a vinda do Senador, tanto em seu palanque quanto nas redes sociais, reduzindo sua influência política. AGORA o cenário político desenha uma possível candidatura de Armando com o apoio do governador Eduardo Campos. Como ficará a situação no município de Venturosa? Ficarão neutros, apoiarão um candidato de oposição a Eduardo (Provavelmente Mendonça Filho ou Daniel Coelho) ou apelarão para a (nem sempre) curta memória do povo, esquecendo tudo o que foi dito para dizer que sempre estiveram com Armandão? É só esperar para ver.

Departamento de Cultura de Venturosa convida artistas locais para participar do projeto Cultura Livre nas Feiras



O Departamento de Cultura de Venturosa está convidando a todos os artistas locais para uma reunião sobre o projeto Cultura Livre nas Feiras. 

O projeto Cultura Livre nas Feiras é uma iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco, em parceria com as prefeituras municipais, que existe desde 2011 democratizando o acesso à cultura no estado. O foco principal é garantir aos artistas uma chance de expor seu trabalho e ao público a oportunidade de vivenciar experiências culturais.

O Projeto contempla todas as manifestações culturais como dança, artesanato, música, teatro, fotografia entre outras e proporciona que os artistas se apresentem nas feiras livres da cidade como forma de aproximar a cultura da população que circula. Nos municípios onde o projeto já foi implantado essas apresentações são remuneradas.

A REUNIÃO OCORRERÁ NO DIA 26 DE ABRIL, ÀS 19h00, NO CENTRO COMUNITÁRIO CULTURAL DE VENTUROSA.

APENAS UM COMENTÁRIO:

Uma bela iniciativa, sem dúvida. Mas quero deixar algo registrado aqui. Muitos não gostavam quando se dizia que o antigo prefeito não valorizava as expressões culturais de Venturosa, mas o projeto Cultura Livre nas Feiras existe desde 2011 e o PR é um dos partidos aliados do Governo do Estado. As lideranças apoiadas pelo antigo prefeito também tinham trânsito livre com o Governador. O que faltou então?